As articulações em busca de apoio para derrubada do veto nº 45/2025, que trata da recomposição salarial das servidoras e servidores do Poder Judiciário da União (PJU), se intensificam a cada dia. Na última terça-feira (24/2), dirigentes do Sisejufe, representantes de sindicatos parceiros e coordenadores da Fenajufe realizaram reunião on-line com Maria Luiza Alves, assessora do deputado federal do PT/MG, Rogerio Correia.
Participaram da conversa a presidente do Sisejufe, Lucena Pacheco Martins; os diretores do sindicato e coordenadores-gerais da Fenajufe, Soraia Marca e Edson Mouta; as coordenadoras da Federação Paula Meniconi, Arlene Barcellos, Eusa Fernandes e Maria José Olegário; o coordenador da Fenajufe Fabio Saboia; o coordenador do Sindjuf/PB, Valter Campelo; a diretora do Sindiquinze Maria Martha Santos; e Neemias Freire, representando a Fenassojaf e a Oajustra. A reunião foi marcada por Paula Meniconi.
O veto parcial do governo federal suprimiu os dispositivos que garantiam reajustes de 8% em 1º de julho de 2027 e 1º de julho de 2028. Com isso, a lei, originada do PL 4750/25, assegura, por ora, apenas o reajuste de 8% a partir de julho de 2026.
Os dirigentes apresentaram os argumentos para derrubada do veto 45 e reforçaram que o projeto, que tramitou como PL 4750/25, foi votado e aprovado por unanimidade, tanto na Câmara quanto no Senado, antes de sofrer o veto nas parcelas de 2027 e 2028. Por esse motivo, as entidades sindicais entendem que há espaço político para reversão do veto no Congresso Nacional.
Paula Meniconi destacou alguns pontos do parecer jurídico entregue pela Fenajufe à assessora de Rogério Correia. O documento demonstra a viabilidade da derrubada do veto. Os dirigentes também argumentaram que o projeto do PJU trata somente da recomposição salarial parcial da categoria. O coordenador Edson Mouta reiterou, ainda, que o reajuste está na previsão orçamentária do PJU e consta do Anexo V da LDO. “É um pleito justo porque nós somos o Poder que entrega o direito à população. É uma forma de valorizar o nosso trabalho”, enfatizou Lucena.
Maria Luiza informou que ainda não há sessão marcada para análise de vetos, mas irá reforçar todas as informações junto ao deputado Rogerio Correia. A assessora sugeriu que sejam feitas conversas com os líderes de bancadas e com o gabinete do ministro Boulos (Secretaria-geral da Presidência da República). Os dirigentes relataram que essas articulações já vêm sendo feitas nas últimas semanas. Por fim, Maria Luiza ressaltou que o mandato está à disposição para dialogar sempre que for necessário.