No último sábado de julho, dia 25, celebra-se o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela. Para marcar a data, as mulheres negras do Brasil se mobilizarão por Reparação Histórica e Bem Viver, em diversas cidades do país.
No Rio de Janeiro, a atividade será a Marcha das Mulheres Negras, que chega à 12ª edição com força e a energia do presente e da ancestralidade. A marcha acontecerá no último domingo de julho, dia 26, com concentração às 10h, no posto 2 da praia de Copacabana, Zona Sul do Rio. A participação do Sisejufe, por meio do Departamento de Combate ao Racismo e da Secretaria de Mulheres, já é tradição. Este ano não será diferente. Os atos integram a 14ª edição do Julho das Pretas e visam fortalecer a luta das mulheres negras, dar visibilidade às suas demandas por direitos fundamentais.
Organizada pelo Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro (FEM Negras-RJ), a marcha reúne mulheres negras, movimentos sociais, entidades sindicais, organizações populares e coletivos em defesa da reparação histórica, do enfrentamento ao racismo, ao sexismo e às diversas formas de violência que atingem a população negra. A edição deste ano dá continuidade ao processo de mobilização iniciado nos últimos anos em torno da pauta “Reparação e Bem Viver”, que se consolidou como eixo político do movimento de mulheres negras em todo o país.
O Sisejufe participa da Marcha das Mulheres Negras há anos, por meio do Departamento de Combate ao Racismo e da Secretaria de Mulheres. A presença do sindicato reafirma o compromisso histórico da entidade com o combate ao racismo estrutural e institucional, a defesa da igualdade racial e de gênero e a construção de um serviço público comprometido com a diversidade, a inclusão e os direitos humanos.
Saiba mais
Reparação e Bem Viver são conceitos centrais na luta das mulheres negras no Brasil. A reparação busca remediar as injustiças sociais e históricas enfrentadas pela população negra, por meio de ações que restituam direitos. Já o Bem Viver propõe um modo de vida justo, sustentável e harmonioso, que respeite tanto as pessoas (em sua diversidade) quanto o meio ambiente. Juntos, esses conceitos buscam assegurar que as mulheres negras, e toda população brasileira, vivam com dignidade, sem desigualdades e opressões. (Revista Afirmativa).
Fontes: Agência Brasil, Portal Sotero Preta, site Alma Preta e Geledés