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Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro - Telefone: (21) 2215-2443

Mobilização nacional: Sisejufe leva luta da categoria às portas dos tribunais do Rio

Os atos aconteceram no dia 13 de agosto, reforçando a luta em prol da derrubada do veto, regulamentação da negociação coletiva, o auxílio-nutrição dos aposentados e a reestruturação da carreira

O Sisejufe promoveu uma série de atos que integraram o Dia Nacional de Mobilização das servidoras e dos servidores do Poder Judiciário da União, realizado nesta quinta-feira, dia 13 de agosto. Ao longo do dia, o sindicato, com seus dirigentes e representantes de base, esteve presente no TRT-1, TRF2, JF Rio Branco, JF Almirante Barroso e TRE-RJ mobilizando a categoria e reforçando, junto às servidoras e aos servidores, a defesa da derrubada do veto, a regulamentação da negociação coletiva, o auxílio-nutrição dos aposentados e a reestruturação da carreira.

Durante os atos, a presidente do Sisejufe, Lucena Pacheco Martins, destacou que são os servidores e servidoras que, diariamente, garantem o atendimento à população e fazem o Judiciário funcionar. Para ela, a valorização da categoria depende da participação direta dos trabalhadores na construção da luta: “Não é o sindicato, não é a federação que vai conquistar os nossos direitos. Somos nós, cada um e cada uma, juntos, lutando, mobilizando, atuando”, afirmou Lucena. A presidente também ressaltou a urgência da derrubada do veto para garantir as parcelas futuras da recomposição salarial. Segundo Lucena, ainda há tempo para assegurar o reajuste previsto para 2027, mas é necessário intensificar a pressão neste ano.

Servidores cobram valorização e negociação coletiva

A regulamentação da negociação coletiva no Poder Judiciário da União esteve entre as pautas defendidas durante a mobilização. A diretora Vera Lucia Pinheiro destacou que a regulamentação é fundamental para garantir mecanismos permanentes de diálogo entre servidores e administração, incluindo a defesa da revisão anual.

Segundo Vera, a categoria precisa ser reconhecida em sua diversidade, contemplando auxiliares, técnicos, analistas e as diferentes especialidades existentes no PJU. A diretora também ressaltou a importância do reconhecimento dos servidores como trabalhadores essenciais para o funcionamento da Justiça: “A gente tem que se reconhecer como trabalhadores. Um não é mais importante que o outro, e todos nós nos completamos e somos importantes e essenciais para fazer a Justiça andar”, afirmou.

A diretora Laura Diógenes também defendeu a regulamentação da negociação coletiva e acrescentou outras pautas à mobilização, como a criação de um auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas. Para ela, a perda do auxílio-alimentação na aposentadoria representa uma questão que precisa ser enfrentada pela categoria.

Mobilização pela reestruturação da carreira

A reestruturação da carreira foi outro dos principais temas presentes nos atos. A proposta foi construída coletivamente pela categoria e entregue ao Supremo Tribunal Federal, mas ainda depende de encaminhamento ao Congresso Nacional para avançar.

O diretor do Sisejufe e coordenador-geral da Fenajufe, Edson Mouta, ressaltou que a mobilização dos trabalhadores é indispensável para transformar as reivindicações em conquistas. Para ele, a participação da categoria deve ir além das redes sociais e das discussões virtuais: “A inteligência artificial não constrói a luta. Essa luta é feita por trabalhadores”, afirmou Edson, defendendo a presença da categoria nos atos, o diálogo com parlamentares e a participação nas atividades do sindicato.

O diretor Ricardo Soares também reforçou que a mobilização do dia 13 representa o início de uma nova etapa de luta e destacou que a defesa da carreira deve envolver toda a categoria. “Hoje não é o dia do técnico, do analista, do auxiliar. Hoje é o dia da carreira, da categoria estar na luta”, afirmou.

A diretora Marcia Conte ressaltou que a reestruturação pode corrigir distorções acumuladas ao longo dos anos e promover uma distribuição mais justa entre os diferentes segmentos da carreira. “É um pleito antigo da categoria”, destacou.

No TRT-1, luta também é pela recomposição do quadro

No Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, o Sisejufe reforçou uma reivindicação específica que vem sendo acompanhada pelo sindicato: a recomposição do quadro de servidores. O vice-presidente do Sisejufe, Ricardo Quiroga, destacou que o TRT-1 enfrenta um déficit de aproximadamente 400 servidores e que centenas de trabalhadores já estão em abono de permanência. Segundo ele, a situação coloca em risco o funcionamento do tribunal e exige a realização de novas nomeações.

“Precisamos de mais técnicos, precisamos de mais analistas, precisamos de mais oficiais de justiça, precisamos de mais agentes de polícia”, afirmou. Quiroga também chamou atenção para a situação dos oficiais de justiça, defendendo a valorização da GAI, a recomposição da indenização de transporte e a proteção dos direitos relacionados à atividade de risco. O TRT-1 possui concurso homologado, com candidatos aprovados, mas as nomeações dependem de autorização do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).

O vice-presidente reiterou que o sindicato seguirá pressionando para que o tribunal tenha autorização para realizar novas nomeações e para que haja uma previsão maior de recomposição do quadro no próximo ano.

Justiça Eleitoral apresenta reivindicações

No Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, o diretor Lucas Costa destacou que, além das pautas nacionais, o Sisejufe vem apresentando à administração demandas específicas da categoria na Justiça Eleitoral. Entre os temas estão a regulamentação do trabalho em feriados e questões relacionadas ao VPI. Segundo Lucas, as reivindicações foram apresentadas formalmente à administração e fazem parte do trabalho permanente do sindicato junto ao tribunal.

O diretor também reforçou a defesa da revisão geral anual, da derrubada do veto e da reestruturação da carreira, destacando que a mobilização precisa continuar para garantir avanços para toda a categoria.

Categoria é chamada a fortalecer a luta

Nos diferentes locais onde esteve presente, o Sisejufe reforçou que a mobilização do dia 13 não deve ser encarada como uma ação isolada, mas como parte de um processo de organização e pressão construído pela categoria. O diretor Valter Nogueira destacou que os servidores precisam reconhecer seu papel no funcionamento do Poder Judiciário e participar ativamente da construção das reivindicações. Para ele, a valorização da categoria depende diretamente do envolvimento dos trabalhadores: “A gente também precisa atuar como pessoas que fazem esse Poder Judiciário andar”, afirmou.

Já o diretor Dulavim de Oliveira reforçou, durante a atividade na Justiça Federal da Avenida Almirante Barroso, a importância da participação dos servidores na luta pela derrubada do veto e pela garantia das parcelas restantes da recomposição. Ao longo da mobilização, os dirigentes também reforçaram a importância da pressão sobre parlamentares, tribunais e conselhos, além da participação nas ações promovidas pelo sindicato.

Para o Sisejufe, a presença da categoria em diferentes tribunais do Rio demonstra que as servidoras e os servidores seguem mobilizados e dispostos a cobrar respostas concretas. A mobilização do dia 13 representa mais um passo na construção coletiva da luta pela valorização profissional, pela reestruturação das carreiras, pela recomposição salarial e por melhores condições de trabalho no PJU. A luta, como reforçado pelos dirigentes durante os atos, não se faz apenas pelas entidades sindicais: ela depende da participação efetiva de cada servidora e de cada servidor.

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