SINDICATO DOS SERVIDORES DAS JUSTIÇAS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Urgência do PL 2648 está na pauta de sessão desta quinta

Diretora do Sisejufe pede a líderes do governo e oposição empenho para suspender obstrução em curso na Câmara

O requerimento de urgência do PL 2648/2015 é o terceiro item da pauta da sessão deliberativa extraordinária desta quinta-feira (7/4), que está em andamento. Neste momento, o trabalho dos dirigentes sindicais se concentra na tentativa de abrir uma janela que permita a votação de requerimentos de urgência e projetos, entre eles a proposta de recomposição salarial dos servidores do Judiciário Federal.

Essa estratégia começou a ser articulada ainda na quarta-feira (6/4) pela diretora do Sisejufe Fernanda Lauria e as coordenadoras da Fenajufe Mara Weber e Iracema Pompermayer. No fim da tarde de ontem, as dirigentes estiveram reunidas com o líder do PMDB, Leonardo Picciani. O deputado acredita que esta quinta-feira (7/4) oferece grandes possibilidades para a aprovação do regime de urgência do PL 2648. Como a agenda do dia está mais tranquila por aguardar o decurso de prazo para pedidos de vista do parecer sobre o impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT), a expectativa é que seja maior a possibilidade de abertura da janela que permita votações. Picciani se comprometeu a ajudar na questão. Posição também seguida pelo vice-líder do PT, Elvino Bohn Gass (RS), que também se reuniu com as coordenadoras.

Em conversa com o líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), Fernanda Lauria e as coordenadoras da Fenajufe explicaram que ao não aprovar o PL 2648/2015 agora em abril, os deputados estarão prejudicando os servidores do Judiciário Federal, pois a vigência  é a partir de 1º de abril. Caso o projeto não seja votado, todo o trabalho feito até agora será perdido por conta das vedações impostas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O parlamentar se mostrou bastante sensibilizado pelo argumento.

As líderes sindicais conversaram ainda com outras lideranças partidárias, tanto da oposição quanto do governo, a fim de pedir empenho para que seja suspensa a obstrução em curso na Casa e permitir a votação dos requerimentos e projetos de lei que tenham acordo e consenso no Colégio de Líderes, já pautados.

A sessão de quarta-feira (6/4) acabou suspensa pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) sem que ocorressem votações.