A possibilidade de substituir servidoras e servidores públicos por inteligência artificial (IA) foi levantada por Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, ao comentar as despesas com pessoal na administração pública. A declaração chama a atenção para os rumos do serviço público e para os riscos de uma visão que prioriza a redução de gastos sem considerar os impactos sobre o atendimento à população.
“Agora, a cada cinco anos, cada ano vai aposentando 20%. E aí, substitui, faz outro concurso pra gente pagar, ou dá pra ir substituindo por inteligência artificial no tempo?”, questionou Daniella, ao mencionar despesas de R$ 450 bilhões com pessoal e um contingente de 12,5 milhões de servidores públicos.
A fala coloca em pauta uma questão central: até que ponto a busca pela redução de despesas pode comprometer a capacidade do Estado de cumprir suas funções? A aposentadoria de profissionais exige planejamento para a reposição da força de trabalho, especialmente em áreas nas quais a experiência, o conhecimento técnico e a atuação humana são fundamentais para garantir direitos e prestar serviços à sociedade.
No Poder Judiciário da União, as servidoras e os servidores desempenham funções essenciais para o funcionamento das instituições e para a garantia do acesso à Justiça. A redução dos quadros sem reposição adequada pode ampliar a sobrecarga de trabalho, afetar as condições laborais e comprometer a qualidade e a agilidade da prestação jurisdicional.