O Sisejufe repudia veementemente os ataques e a exposição indevida de dados pessoais de servidores e servidoras da Justiça Eleitoral. É inadmissível que trabalhadores e trabalhadoras no exercício de suas funções públicas sejam submetidos à intimidação e tenham sua segurança e a de seus familiares colocadas em risco.
Segundo nota oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registradas aproximadamente 30 mil manifestações nas redes sociais com desinformação, exposição indevida de informações pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas, inclusive contra familiares de servidores. Diante da gravidade dos fatos, o Tribunal acionou a Polícia Federal e o Ministério Público, além de disponibilizar proteção e apoio psicológico aos ameaçados e seus familiares.
Por meses a fio, servidoras e servidores da Justiça Eleitoral dedicam-se intensamente à preparação e à realização das eleições, trabalhando inclusive aos sábados, domingos e feriados para garantir à população brasileira o direito de votar e de ser votada. É um trabalho que exige grande responsabilidade, zelo e compromisso com a sociedade. É inadmissível que justamente aqueles e aquelas que trabalham incansavelmente pela democracia sejam vítimas de atitudes tão antidemocráticas, simplesmente por exercerem suas atribuições com profissionalismo e isenção.
A liberdade de expressão não pode ser usada como justificativa para perseguições ou exposição criminosa de dados pessoais. Críticas às instituições e às decisões da Justiça Eleitoral não legitimam ameaças nem ataques à integridade de seus servidores.
A gravidade dos fatos exige uma resposta firme das autoridades.
O Sisejufe reconhece as medidas de proteção anunciadas pelo TSE, mas exige que as providências não se limitem à segurança imediata das vítimas e à retirada dos conteúdos ilegais. É fundamental que as autoridades investiguem rigorosamente os ataques, identifiquem todos os responsáveis e assegurem sua devida responsabilização, na forma da lei.
O Sindicato manifesta sua solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras atingidos e reafirma seu compromisso com a defesa das instituições democráticas e daquelas e daqueles que garantem, diariamente, seu pleno funcionamento.
A violência não pode prevalecer em um Estado Democrático de Direito.