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“O Som das Minhas Lembranças”: servidor do TRE lança livro no Instituto Benjamin Constant sobre experiências em escola para cegos

O lançamento acontecerá na quinta-feira, dia 11, às 15h, no teatro do Instituto

O servidor do TRE-RJ, Márcio Lacerda, realizará o lançamento de seu livro, “O Som Minhas Lembranças: Contos de um Menino em uma Escola para Pessoas Cegas”, no Teatro do Instituto Benjamin Constant, colégio especializado em educação para pessoas cegas e com baixa visão, onde estudou. A autobiografia conta, justamente, com 22 contos, sobre as vivências do autor em 15 anos estudando no IBC. O evento acontecerá na quinta-feira, 11 de junho, às 15h, com o apoio da da Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamin Constant. O IBC está localizado na Av. Pasteur, 368, na Urca. 

“Através dessas histórias, eu quero desmistificar a ideia de que vivíamos em um ambiente de segregação. Na verdade, éramos crianças normais, que estudavam, brincavam e se divertiam. Eu pretendo usar esse material para fazer palestras e sensibilizar as pessoas sobre a importância da formação de pessoas com deficiência visual”, conta o autor.

Confira a sinopse oficial

“O Som das Minhas Lembranças: Contos de Um Menino em uma Escola para Pessoas Cegas” busca transportar para um ambiente que o tempo e novas metodologias pedagógicas encerraram, mas que, na época, foi muito importante para a formação de pessoas cegas. Nos anos 80, o IBC ainda contava com mais de 300 alunos matriculados em um regime de internato e semi-internato, o que rendeu inúmeras histórias interessantes com pessoas cegas que passavam mais tempo juntas do que com suas famílias. Esse cenário promoveu um convívio de muita camaradagem, que gerou laços muito fortes entre aqueles que puderam se educar ali e, em grande parte, sair para viver suas vidas com a coragem e as armas oferecidas durante a estada naquela escola.

Hoje, já não há mais regime de internato nem semi-internato, cumprindo a missão de transmitir o cotidiano de meninas(os) cegas(os), cujas famílias tiveram o desprendimento de, a despeito do afastamento familiar, buscar instrução para seus membros e não deixá-los em casa sem nada para fazer, aparentemente protegidos. Espera-se que, ao longo desses 22 contos, o(a) leitor(a) possa divertir-se, emocionar-se ou até indignar-se, uma vez que se trata de lembranças de histórias vivenciadas por pessoas cegas dentro de um ambiente escolar, cujos fatos retratam a situação particular daqueles que são educados sem a visão. Os contos obedeceram a uma ordem cronológica e retrataram cerca de 15 anos em que frequentei como aluno o Benja.

Finalizo a presente, com a intenção de que este livro seja capaz de mostrar à sociedade que, ao contrário do que se imagina, o modelo de escola especial não é ruim. Ele cumpriu seu papel e, ainda hoje, pode ser útil para aqueles que optem por ele, desde que a escolha seja possível. Os contos revelam uma convivência infantil comum, e o(a) leitor(a) há de se identificar com algumas delas. Busca-se contribuir com uma mudança no comportamento da sociedade, na forma como ela pensa sobre o cenário reproduzido na obra, promovendo, por conseguinte, uma quebra da barreira atitudinal.

O livro também está disponível para venda através da Amazon e você pode adquirir clicando AQUI.

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