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ANS suspende venda de 65 planos de saúde de 16 operadoras

ANS suspende venda de 65 planos de saúde de 16 operadoras, SISEJUFE
Unimed Rio nunca foi suspensa no monitoramento da ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar ( ANS) suspende a partir desta quinta-feira (13/11) a venda de 65 planos de saúde de 16 operadoras. O descumprimento de prazos de marcação de consultas e de cirurgias é o principal motivo da punição.

Em nota, a Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que responde por duas das 16 operadoras que tiveram a venda de planos suspensos, informou que “a expressiva redução do número de operadoras com planos suspensos demonstra o empenho do setor em corrigir eventuais imperfeições no atendimento. No 8º ciclo, 47 operadoras foram punidas. Neste 11º ciclo, apenas 16 tiveram a comercialização de planos suspensa. Iniciativas como levar informação ao consumidor, desenvolver tecnologias e aperfeiçoar o atendimento em call centers e ouvidorias são algumas das ações com este propósito.”

Veja lista de planos suspensos http://www.ans.gov.br/planos-de-saude-e-operadoras/contratacao-e-troca-de-plano/planos-de-saude-com-comercializacao-suspensa

A ação de monitoramento beneficia mais de 500 mil consumidores que contrataram esses planos. A medida valerá por três meses, até a divulgação do próximo ciclo de monitoramento.

As operadoras que tiveram os planos suspensos são: Unimed Paulistana, Viva, Caixa Seguradora, Unimed do ABC, Allianz, Biovida, Minas Center, União Hospitalar, Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas, Plamed, Casa de Saúde São bernardo, Tramontano, Coopus, Green Line, Santo André e Unimed Itabuna. Foram recebidas 12.031 reclamações.

O ciclo anterior suspendeu 123 planos de 28 empresas. Das 16 operadoras suspensas neste novo cilco, 14 já tinham sido punidas com a proibição de comercialização no ciclo anterior. No período avaliado, 87,4% dos conflitos foram resolvidos com mediação da ANS. É o maior índice já alcançado desde o início do monitoramento. A mediação de conflitos agiliza a solução de problemas do beneficiário de planos de saúde. A reguladora explica que a suspensão das vendas é uma ação preventiva que tem o objetivo de melhorar o acesso do cidadão aos serviços contratados.

Os beneficiários dos planos não são afetados. A empresa apenas é impedida de aceitar novos clientes enquanto naõ regularizar o atendimento dentro do padrão exigido pela ANS.

Unimed Rio nunca foi suspensa no monitoramento da ANS

Desde o início do programa de monitoramento, 1017 planos de 142 operadoras já tiveram as vendas suspensas. A Unimed Rio, operadora dos planos de saúde disponibilizados pelo Sisejufe aos servidores, nunca esteve entre as operadoras de saúde com comercialização de planos suspensa pela ANS.

A Unimed Rio possui uma gestão financeira independente e apresentou desempenho satisfatório no monitoramento, que é realizado a cada três meses pela ANS. Esse controle é feito com base nas reclamações recebidas pela Agência e na quantidade de beneficiários das operadoras dos planos de saúde, que são analisadas conforme o tipo de mercado que atuam.

Existem prazos claros definidos pela ANS que todos os planos devem respeitar. Para realizar uma cirurgia são 21 dias úteis. Para consultas básicas o prazo é de sete dias. Para consultas com terapeutas são 10 dias e para as outras especialidades, o prazo é de 14 dias. O plano tem três dias para realizar exames. E em casos de emergência, o atendimento tem que ser imediato. As operadoras de planos que não cumprem esses prazos estão sujeitas a multas que podem chegar a R$ 100 mil por procedimento não realizado.

 

Unimed Rio não passa por crise, segundo superintendente-geral da operadora

Em reportagem publicada no site do Sisejufe e na penúltima edição do jornal Contraponto, o superintendente-geral da Unimed Rio, Humberto Modenezi, informou que a operadora não passa por crise e que são boatos informações de que não há pagamento de hospitais, clínicas e médicos conveniados. A ANS também informou, à época, que os dados financeiros do plano não apresentam anormalidades.

A agência reguladora afirmou que a quantidade de queixas contra a operadora caiu de março a junho. Sobre o descredenciamento de hospitais, a ANS explicou que convocou a Unimed-Rio para prestar esclarecimentos.

Modenezi reconhece que há boatos e rumores de que a Unimed não teria condições de manter seus pagamentos. Mas esclareceu que são problemas pontuais devido à exigência de cumprir fluxo de caixa de R$ 440 milhões determinado pela ANS para cumprir legislação em vigor. Outro fator que contribuiu, de acordo como superintendente-geral, foi a construção do hospital próprio da Unimed na Barra da Tijuca, que acabou também absorvendo recursos. O dirigente da Unimed informou que já foram adotadas medidas para resolver o problema momentâneo de fluxo de caixa, “como a alongamento de prazo de financiamento com parceiros”.

Ele destacou ainda que comparativamente a chamada inflação médica, que mede os gastos dos planos de saúde, chega a 20%, enquanto o reajuste médio autorizado pela ANS para reajustes dos convênios individuais foi de 9%.

O presidente do Sindicato dos Hospitais do Rio de Janeiro, Fernando Boigues, reforçou que a inflação médica tem sido muito alta e que isso faz com que prestadores e operadoras tenham dificuldades em arcar pagamentos. Segundo ele, a entidade procurou a direção da Unimed Rio que garantiu que problemas no fluxo de caixa, que começou há dois ou três meses , é momentâneo. O plano, no entanto, se comprometeu que em dois meses a questão será solucionada.

Boigues afirmou que muitos prestadores estão deixando de atender planos não pelo fato de não recebem o reembolso, mas, sim, por não terem conseguido o reajuste das consultas e dos serviços que gostariam que fosse autorizado.

 

Com informações da Folha de São Paulo

 

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