O Sisejufe lançou, nesta segunda-feira (28/9), a Consulta Pública sobre Percepções de Assédio no Judiciário Federal do RJ. O objetivo é entender como servidores e servidoras do TRF2, da JFRJ, do TRT, do TRE e da Justiça Militar no Rio de Janeiro percebem o assédio e a discriminação no ambiente de trabalho, quais condutas são mais frequentes e quais obstáculos encontram quando procuram ajuda.
Clique aqui e responda à consulta.
Quem pode responder
A consulta é aberta a todas as pessoas que trabalham no Judiciário Federal no Rio de Janeiro, filiadas ou não ao sindicato: *servidores e servidoras do quadro efetivo, comissionados sem vínculo, cedidos e requisitados de fora do Judiciário e trabalhadores terceirizados, lotados na área administrativa ou na área judiciária, na capital ou no interior.* Não é preciso ter vivido uma situação de assédio para participar. Quem nunca passou por isso também deve responder: só com a participação do conjunto da categoria será possível medir o tamanho real do problema.
O que o questionário pergunta
São 18 perguntas, em sua maioria de múltipla escolha, que podem ser respondidas em poucos minutos. O questionário indaga se a pessoa está vivendo, viveu recentemente ou já viveu uma situação de assédio ou discriminação no seu órgão e também se tem dúvidas sobre o que caracteriza essas situações. Em seguida, apresenta uma lista de condutas para que cada participante indique as que reconhece no dia a dia de trabalho, entre elas:
- críticas e contestações arbitrárias ao trabalho e retirada de autonomia sem justificativa;
- gritos e falas ou mensagens desrespeitosas, inclusive em grupos de WhatsApp;
- sobrecarga de tarefas, prazos incompatíveis e tarefas impossíveis de cumprir;
- exclusão de reuniões e isolamento em relação aos colegas; vigilância excessiva, presencial ou por meios eletrônicos; acionamento frequente fora do horário de trabalho; apelidos depreciativos, boatos e deboche de limitações de saúde; e retirada de cargos e funções sem motivo justo.
A consulta também pergunta se o assédio ou a discriminação sofridos estão relacionados à identidade de gênero ou orientação sexual, à raça ou ao fato de a pessoa ter deficiência.
Os obstáculos na busca por ajuda
A última parte do questionário trata do caminho percorrido por quem é vítima: se buscou ajuda dentro do órgão, se procurou o sindicato e se levou a denúncia adiante. Para quem não denunciou, o questionário procura entender os motivos: falta de provas, desconhecimento ou desconfiança dos canais institucionais, descrença na responsabilização de quem assedia, medo de exposição, de represálias ou de perder função, cargo ou lotação, vergonha e ameaças.
Ao final, há um espaço aberto para quem quiser contar mais sobre a própria situação.
Por que participar
Desde a Resolução CNJ nº 351/2020, o Poder Judiciário conta com uma Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, com comissões próprias em cada tribunal, mas a existência de normas e comissões não garante, por si só, que trabalhadores e trabalhadoras se sintam seguros para denunciar, nem que as denúncias tenham consequência.
As respostas vão permitir ao Sisejufe construir um diagnóstico da realidade nos locais de trabalho, cobrar das administrações medidas concretas de prevenção e enfrentamento e fortalecer o acolhimento de quem é vítima.
Assédio não é um problema individual nem uma questão de “estilo de chefia”. É uma forma de violência que adoece trabalhadores e trabalhadoras e compromete o serviço público prestado à população.
Você não está sozinho(a)
Se você está vivendo uma situação de assédio ou discriminação no trabalho, procure o Sisejufe. O sindicato está à disposição para acolher, orientar e acompanhar cada caso.