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Paulo Guedes deixa servidores públicos sem reajuste até final de 2021

Sob exigência do ministro da Economia, Bolsonaro veta aumentos de salários do funcionalismo. Congresso ainda pode derrubar a iniciativa presidencial, o que será uma nova etapa da luta do movimento sindical

Paulo Guedes deixa servidores públicos sem reajuste até final de 2021, SISEJUFE

Prevaleceu a visão retrógrada, desrespeitosa e preconceituosa do ministro da Economia, Paulo Guedes, em relação ao serviço público e aos servidores. Após exigência de Guedes, o presidente Bolsonaro sancionou com vetos a lei que deixará o funcionalismo público sem reajustes salariais até dezembro de 2021. A sanção da lei de socorro a estados e municípios aprovada pelo Congresso foi publicada nesta quinta-feira (28/5) no Diário Oficial da União.

A manutenção de reajustes foi um dos vetos de Bolsonaro à lei. Vale lembrar que deputados e senadores ainda podem derrubar a iniciativa presidencial, o que será uma nova etapa da luta do movimento sindical para pressionar pela derrubada.

Guedes vem promovendo uma verdadeira campanha de ataque contra os servidores e ao serviço público do país.  Em recente nota de repúdio ao ministro falastrão, a direção do sindicato se solidarizou com todas as categorias do serviço público pelo ataque do banqueiro-ministro.

Em mais uma tentativa de prejudicar os servidores, Guedes comparou o funcionalismo público a assaltantes por conta da abertura para reajustes salariais prevista no PLP 39/2020. Não satisfeito, ainda ironizou os servidores da área médica, que têm sido verdadeiros heróis em tempos de pandemia do coronavírus.

É neste cenário que a direção do Sisejufe e da Fenajufe reforçam a importância da defesa e valorização do serviço público e dos servidores e servidoras.  “Os servidores públicos, mais do que nunca, estão fazendo jus à sua responsabilidade e salários, ao contrário de um dos ministros da Economia mais incompetentes, inúteis e grosseiros da história do país”, diz trecho da nota do Sisejufe.  

Na tramitação do texto aprovado pelo Congresso e sancionado por Bolsonaro, deputados e senadores haviam poupado do congelamento de salários um grupo maior de servidores, entre eles professores, médicos, enfermeiros, profissionais de limpeza urbana, agentes funerários, policiais e as Forças Armadas.

Outro veto de Bolsonaro foi a pedido da Secretaria-Geral da Presidência e Advocacia-Geral da União. O dispositivo aprovado pelo Congresso previa a suspensão de todos os concursos públicos federais, estaduais, distritais e municipais já homologados até o fim do estado de calamidade pública — 31 de dezembro de 2020.  

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