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Mulheres do Sisejufe são homenageadas no Encontro Laudilane Neto, na UERJ

Lucena Pacheco Martins, Anny Figueiredo e Vera Miranda receberam certificados em reconhecimento à atuação na luta popular e na organização das mulheres trabalhadoras

A presidente do Sisejufe, Lucena Pacheco Martins, a diretora Anny Figueiredo e a assessora política Vera Miranda estiveram entre as homenageadas no Encontro de Mulheres Laudilane Neto, realizado na noite desta terça-feira (30/6), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

As dirigentes receberam certificados, juntamente com outras participantes, em reconhecimento à força e ao protagonismo das mulheres que constroem diariamente a luta popular e a defesa dos direitos no estado do Rio de Janeiro. A homenagem foi entregue pela deputada estadual Marina do MST e pela vereadora Maíra do MST.

O encontro levou o nome de Laudilane Neto, militante, ativista e defensora dos Direitos Humanos que se destacou na luta por justiça social e pela organização popular no Rio de Janeiro.

Reconhecimento às mulheres que transformam a sociedade

Ao abrir a homenagem, a deputada Marina do MST destacou que cada mulher reconhecida representa muitas outras que atuam cotidianamente na construção das lutas sociais.

“Cada uma de vocês representa muito mais do que a sua própria história. Representa centenas de outras mulheres que fazem esse mesmo trabalho todos os dias”, afirmou.

Marina lembrou que as trajetórias femininas historicamente foram invisibilizadas, mas ressaltou que nenhuma transformação importante ocorreu sem a participação das mulheres.

“Reconhecer o papel e a contribuição de cada uma de vocês é reconhecer a transformação da história do estado do Rio de Janeiro e do mundo”, disse.

A parlamentar também evocou nomes como Luísa Mahin, Regina Pinho, Margarida Maria Alves, Marielle Franco e a própria Laudilane Neto como símbolos de uma história construída por mulheres que decidiram se organizar, enfrentar injustiças e lutar por direitos.

“É essa história que vocês continuam escrevendo todos os dias”, destacou.

A vereadora Maíra do MST definiu o encontro como uma momento marcante: “É uma noite de celebração do que entendemos enquanto feminismo popular, um feminismo que se constrói todos os dias através da organização popular e da luta das mulheres da classe trabalhadora”, afirmou.

Segundo Maíra, a superação das dificuldades individuais depende da construção coletiva e da transformação social.

Ela ressaltou ainda que a história das mulheres brasileiras também é feita das “miudezas” do cotidiano: das cozinhas comunitárias, dos coletivos feministas, da organização estudantil, dos pré-vestibulares sociais e da resistência construída pelas mulheres na educação.

O legado de Laudilane Neto

Filha de Laudilane Neto, Vitória Lane emocionou o público ao lembrar a trajetória da mãe e o exemplo deixado para as novas gerações.

“Eu vejo muitos rostos parecidos com o da minha mãe aqui hoje”, declarou.

Vitória recordou que Laudilane enfrentou o elitismo, a misoginia e o racismo e, ao lado do companheiro Luiz Cláudio, desenvolveu projetos voltados para jovens periféricos, contribuindo para transformar vidas e abrir novas perspectivas.

Ela também destacou a força das mulheres presentes no evento e a capacidade de transformar dificuldades em instrumentos de resistência e união.

“Todas as mulheres que pegam as pedras no caminho e transformam em pontes para nos fortalecer e nos conectar merecem ser lembradas sempre”, afirmou.

Para o Sisejufe, a homenagem recebida por Lucena, Anny e Vera simboliza o reconhecimento da atuação das mulheres que, nos sindicatos, nos movimentos sociais e nos espaços de organização popular, seguem construindo coletivamente a defesa dos direitos.

A presidente do Sisejufe declarou que, como servidora pública e dirigente sindical, compartilha a homenagem com todas as mulheres que diariamente constroem o serviço público, defendem a democracia, a Justiça, os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores e acreditam que a organização coletiva continua sendo o caminho para transformar vidas.

“Recebo esta homenagem não apenas em meu nome, mas em nome de todas as mulheres que resistem, cuidam, organizam, acolhem e transformam a sociedade por meio de seu trabalho e de sua luta”, acrescentou Lucena Pacheco Martins.

Já Anny Figueiredo se disse emocionada com a homenagem vindo de parlamentares do MST, mulheres fortes, potentes e profundamente comprometidas com a defesa do povo. 

“Esse reconhecimento toca minha história, minha caminhada e tudo aquilo em que sempre acreditei. Cada luta, cada desafio e cada passo dado em defesa da justiça social, da democracia, da igualdade e dos direitos das mulheres ganham ainda mais sentido quando são reconhecidos por mulheres que tanto admiro e que me representam. Recebo essa homenagem com humildade e com a certeza de que ninguém constrói uma trajetória sozinha. Ela pertence a todas as companheiras e companheiros que caminham ao meu lado, acreditando que outro mundo é possível. Meu mais profundo e carinhoso agradecimento a essas mulheres extraordinárias que renovam minha esperança, fortalecem minha coragem e reafirmam meu compromisso de seguir lutando, sempre ao lado do povo, por um Brasil mais justo, humano e solidário”, disse a dirigente.

Vera Miranda destacou que a homenagem também representa o reconhecimento de uma trajetória construída em diálogo com diferentes movimentos de mulheres e com a participação ativa da juventude militante.

“O carinho das jovens presentes, muitas delas dando continuidade a uma história construída por tantas mulheres antes de nós, me enche de alegria e reforça a certeza de que cada geração deixa um legado para a próxima seguir florescendo. A minha atuação sempre esteve ancorada nessa relação com a juventude, especialmente com mulheres negras e militantes da Marcha Mundial das Mulheres, que nos aproximaram de uma diversidade enorme de experiências, do campo, da cidade e dos assentamentos. A gente aqui é apenas ferramenta desse processo coletivo de transformação”, ressaltou a assessora política.

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