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Governo Bolsonaro não se preocupa em proteger as pessoas com deficiência e as minorias na pandemia de coronavírus

Crítica de dirigente vai ao encontro de trabalho que trata dos  impactos da MP 936 no mercado de trabalho para o seguimento em tempos de pandemia de covid-19

Governo Bolsonaro não se preocupa em proteger as pessoas com deficiência e as minorias na pandemia de coronavírus, SISEJUFE
Charge na qual uma pessoa com deficiência visual e um cadeirante sobem uma rampa em alusão ao losango da bandeira do Brasil como se estivessem subindo no mapa do Brasil

O diretor do Sisejufe e coordenador do Departamento de Acessibilidade e Inclusão (DAI) do sindicato, Ricardo de Azevedo Soares, faz duras críticas do governo Bolsonaro por, em sua avaliação, não estar fazendo efetivamente nada para proteger as pessoas com deficiência neste grave momento de pandemia do novo coronavírus. Ele ressalta ainda que, na verdade, o atual governo não se preocupa com nenhuma minoria da sociedade.

“O caos está instalado em tempos pandêmicos e não houve qualquer preocupação protetiva a esse nosso segmento e de nenhuma minoria. Esse governo é um verdadeiro retrocesso”, afirma o diretor do Sisejufe.

O comentário do dirigente sindical vem ao encontro de uma nota produzida pelo Núcleo de Pesquisas sobre Mercado de Trabalho e Pessoas com deficiência do Cesit/IE/Unicamp, sobre a Medida Provisória 936/2020. O trabalho relata os impactos no mercado de trabalho para as pessoas com deficiência no momento em que o mundo vive uma pandemia de covid-19. 

Em um trecho do nota, o núcleo de pesquisa diz que “em relação às pessoas com deficiência, os riscos e as potenciais fatalidades decorrentes do contágio pelo coronavírus exigem do poder público uma maior atenção nas medidas protetivas, considerando inclusive as possíveis comorbidades associadas à situação de deficiência, como as doenças autoimunes, doenças neurológicas, diabetes, insuficiências respiratórias, dentre outras”.

O trabalho também considera que “a pandemia corresponde, portanto, uma situação de emergência humanitária em que as pessoas com deficiência estão em situação de maior vulnerabilidade quando expostas ao risco de contaminação, por conta das especificidades de sua condição e por depender, muitas vezes, de cuidados pessoais para as atividades da vida diária, assim como pelas barreiras e obstáculos ao acesso à informação e à comunicação”.   

A nota é assinada pelos economistas Guirlanda Maria Maia de Castro Benevides e  Vinicius Gaspar Garcia e a pisicóloga Maria de Lourdes Alencar. 

Confira a nota na íntegra.

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