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Escuta Mulher: Núcleo sindical debate o tema Amor e Cuidados

Projeto teve sua primeira reunião mensal

Escuta Mulher: Núcleo sindical debate o tema Amor e Cuidados, SISEJUFE

O isolamento social não pode afastar as mulheres da luta pelo bem viver. Pensando nisso, o Sisejufe criou o projeto Escuta Mulher, que mensalmente vai propor uma semana de reflexão e debate virtual sobre um tema diferente. O assunto escolhido para agosto foi Amor e Cuidados.

O projeto é realizado por meio do Núcleo Sindical da Marcha Mundial das Mulheres do sindicato que fez sua primeira reunião virtual nesta terça-feira (11/8), com retransmissão pelo Canal do Sisejufe no Youtube. Na abertura, a coordenadora do Núcleo, Anny Figueiredo, afirmou a necessidade da continuidade dos encontros do coletivo, mesmo que online, ainda mais em tempos tão difíceis, especialmente para as mulheres. Participaram como convidadas, Aniele Xavier, psicóloga da Justiça Federal, e Maria Antonia Damásio, psicóloga com atuação em saúde mental.

Falar e escutar

“Quando a gente fala, a gente se escuta”, lembrou Antonia. Neste momento tão particular, causado pela pandemia, ela destacou a criação de espaços de debate entre as mulheres, já que elas são as mais afetadas, pois além da tripla jornada, agora precisam conviver com o trabalho remunerado invadindo o espaço doméstico.

Para exercitar a presença, tão difícil quando se é convocada para multitarefas, Antonia propôs uma atividade sensorial com as mãos. “A linguagem não dá conta”, enfatizou, sobre o fato de que nem tudo que está sendo vivido neste momento pode ser explicitado em palavras.

Ela pediu ainda, que as participantes refletissem sobre o motivo pelo qual cuidam tanto dos outros e tão pouco de si. “Quando estou numa batalha, não posso ir para o front ferida.” Nesse sentido, fez uma defesa do autocuidado, de um tempo de recolhimento, no qual cada uma possa ir se olhando, se percebendo, se sentindo, pois, caso contrário, o corpo pode adoecer. “Saúde é um equilíbrio, mesmo com doenças e comorbidades”, definiu. Para sair da “zona de conforto nada confortável” em que muitas mulheres se encontram, Antonia acredita que é preciso sair do ideal da perfeição: o erro faz parte do caminho para sair das repetições comportamentais.

Recordar, Repetir e Elaborar

Aniele lembrou que as lições de Sigmund Freud, em seu texto Recordar, repetir e elaborar, continuam sendo atuais nos dias de hoje. “Ao longo da pandemia, passamos muitas coisas, muitas emoções, oscilações. É preciso se presentificar.” Por outro lado, também criticou a psicanálise, que corroborou para colocar a mãe nesse papel que ocupa hoje. Um sintoma, é que enquanto os homens aumentaram sua produção científica durante a pandemia, a das mulheres caiu.

Para mudar essas realidades desiguais, Aniele aposta nessa escuta coletiva. “Se não estamos juntas nessa discussão, ficamos muito vulneráveis.” E lembrou especialmente das mulheres negras, que são ainda mais prejudicadas pelo machismo. Criticou ainda o sistema que julga as mães quando os filhos ficam com o pai. “Ele vira um herói.”

Na sequência do encontro, as participantes deram seu depoimento de como estão se sentindo durante este período da pandemia,  como é a relação com o amor e com o cuidado e quais as estratégias que encontram para manter sua saúde mental.

Redes Sociais

Também faz parte da Semana do Amor e Cuidados uma série de cards publicados nas redes sociais do Sisejufe, apresentando reflexões de feministas sobre o tema e vídeos com as mulheres do Judiciário Federal do Rio de Janeiro falando sobre suas percepções sobre o assunto.

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