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Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro - Telefone: (21) 2215-2443

No Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas vivem nas ruas

Jornada Nacional de Luta por Moradia promove atos na Esplanada dos Ministérios.

Nessa segunda-feira, 4 de outubro, foi celebrado o Dia Mundial dos Sem-Teto. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas, em 1986, para chamar a atenção das necessidades urgentes de um contingente de mais de 800 milhões de pessoas sem moradia no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas.

No Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas vivem em situação de rua. Isso corresponde a 16% da população. Em 2019, esse número já era de 24 milhões, situação agravada pela pandemia da Covid-19 e pela falta de políticas públicas que dessem conta de aplacar a situação de miserabilidade deste enorme contingente.

Para marcar a data, entidades e movimentos populares da cidade e do campo realizaram a Jornada Nacional de Luta por Moradia que levou centenas de pessoas à Brasília, onde foi realizada uma passeata pela Esplanada dos Ministérios, com manifestações em frente ao Ministério de Desenvolvimento Regional e da Secretaria Nacional de Habitação.

Na Secretaria, foram recebidos por assessores, mas não obtiveram nenhuma resposta em relação às demandas do movimento. “Eles receberam uma comissão dos movimentos e vieram com a história da falta de verba, de orçamento, que o ministério da economia não liberava nada etc”, relata Marcelo Edmundo, da direção nacional da CMP. Os participantes da marcha também protestaram em frente ao Mistério da Economia e na sede da Caixa Econômica Federal do Distrito Federal.

A Jornada foi organizada pela pela Central de Movimentos Populares (CMP) e pela Articulação Nacional de Movimentos Populares Urbanos, com a participação de diversas entidades e movimentos sociais. “Fizemos uma grande manifestação com uma pauta de reivindicação ampla que inclui: o direito a cidade; despejo zero, direito à moradia; contra os cortes orçamentários; contra as ameaças de privatização da Caixa, que é grande financiadora da moradia; pela vacinação para todos; geração de renda; e contra PEC 32, que também faz parte da nossa luta.”

Ministro tem contas em paraísos fiscais enquanto população morre de fome

Os manifestantes lembraram o escândalo do Ministro da Economia, Paulo Guedes, e suas movimentações financeiras através de offshores em paraísos fiscais. O vazamento de milhões de documentos deu origem a matérias publicadas pelos sites da revista Piauí e Poder360 sobre o envolvimento do ministro com operações ilegais e a existência de uma empresa no exterior em nome do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. “Enquanto as pessoas passam fome, comem resto de comida, de carne, o ministro tem um monte de dinheiro no exterior, num offshore”, ressaltou Edmundo.

Sisejufe apoia luta por direitos e moradia

Jornada Nacional de Luta por Moradia

O Sisejufe contribuiu com a realização da Jornada disponibilizando um ônibus que partiu do Rio de Janeiro para Brasília levando diversos participantes do movimento. “Conseguimos um apoio importante para levar esses companheiros e ainda garantir sua alimentação e estadia, com apoio também de outras entidades. Então, a gente agradece muito porque, com certeza, estamos juntos numa luta que é de todos. Para a gente transformar esse País, precisamos de unidade para derrotar esses algozes que exploram o povo trabalhador”, agradeceu o representante da CMP.

Movimentos organizam Conferência Popular das Cidades

No dia 5, os movimentos participantes da Jornada se reuniram em plenária na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do DF. As entidades presentes se somaram à luta pela defesa do serviço público no País e se posicionaram contra a PEC 32. A plenária elaborou um documento final, a Carta de Brasília, na qual foram destacas a desestruturação das políticas urbanas, em especial com o fim do programa Minha Casa, Minha Vida, o aumento da fome e do desemprego nas periferias do Brasil e o cenário de mais de 93 mil famílias ameaçadas de despejo em plena pandemia de Covid-19, como situações que precisam ser urgentemente transformadas . Na carta, os movimentos fazem ainda uma convocação para a Conferência Popular das Cidades, a ser realizada em 2022.

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