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Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro - Telefone: (21) 2215-2443

Setembro Amarelo: “Escutar é estar presente”

No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, Sisejufe reforça a importância de se cuidar da saúde mental: você não está sozinho

O tema suicídio é um grande tabu, mesmo nos dias de hoje. Durante muito tempo, se pensou, inclusive, que falar sobre o assunto era um risco porque poderia incentivar que novos casos acontecessem. Isso gerou ainda mais medo, preconceito e desinformação sobre o tema.

Desde 2014, com a criação da campanha de conscientização chamada Setembro Amarelo, liderada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria, o assunto passou a ser mais discutido e encarado com o devido cuidado que merece. Em 2026, a campanha é norteada pelo tema “Escutar é estar presente”, que segundo o CVV, tem como foco lembrar que oferecer uma escuta acolhedora pode representar o primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional encontre apoio e não enfrente esse momento sozinho.

Pouco a pouco, criou-se assim a cultura de se falar sobre o assunto e setembro passou a ser o mês dedicado à campanha de prevenção ao suicídio. O dia 10 desse mês é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa acontece durante todo o ano. Trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada, escolas, universidades, todos os setores viram a necessidade de abrir espaço para falar sobre saúde mental e sobre prevenção ao suicídio. Que bom. Quanto mais se falar, menos tabu recai sobre o tema.

Taxas de suicídio apontam desafios para a prevenção

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio está entre as principais causas de morte. Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar pessoas de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades. Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde, divulgados pelo Ministério da Saúde em setembro de 2022, entre 2016 e 2021 houve aumento de 49,3% nas taxas de mortalidade por suicídio entre adolescentes de 15 a 19 anos, chegando a 6,6 por 100 mil habitantes. Entre adolescentes de 10 a 14 anos, o aumento foi de 45%, chegando a 1,33 por 100 mil habitantes.

As taxas também variam entre países, regiões e entre homens e mulheres. No Brasil, a taxa de mortalidade por suicídio é de 12,6 por 100 mil entre homens, em comparação com 5,4 por 100 mil entre mulheres.

No ambiente de trabalho, casos recorrentes de assédio moral/sexual podem levar o trabalhador a desenvolver quadros de depressão e outros fatores que o levem a um risco maior de ideação suicida. Em geral, os fatores de risco incluem doenças mentais, estar submetido a forte estresse, pressões sociais etc.

A diretora do Sisejufe e integrante do Departamento de Saúde e Combate ao Assédio Moral, Carla Nascimento, destacou o apoio do sindicato à campanha. “O Sisejufe apoia esta campanha essencial. Acompanhamos com preocupação o aumento de casos de suicídio entre servidores públicos federais. O preconceito no Judiciário ainda impede muitos de buscarem ajuda por medo de julgamento”, afirmou. Para Carla, também é fundamental que gestores estejam atentos ao sofrimento mental dos trabalhadores e às situações de assédio no ambiente de trabalho. “Gestores também precisam reconhecer o sofrimento mental e o assédio no trabalho como fatores cruciais”, ressaltou.

A diretora reforçou ainda que existem caminhos para buscar acolhimento e orientação. “A depressão tem tratamento e cura. No TRT1, a Csad e a Ouvidoria da Mulher acolhem e orientam os servidores, inclusive em suspeitas de assédio. Em outros tribunais, procure o departamento de saúde local. O Sisejufe também oferece suporte e orientação para quem enfrenta sofrimento psíquico.” Carla encerrou com uma mensagem de acolhimento: “Você não está sozinho. Pedir ajuda pode salvar sua vida.”

Judiciário

Com o objetivo principal de garantir a saúde física e psíquica no ambiente do Judiciário, não exclusivamente no aspecto de combater o suicídio, mas de qualquer mal relativo ao assédio e discriminação, em 2020, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução n. 351/2020, que institui a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no âmbito do Poder Judiciário.

Não se cale. Não sofra sozinho. Seja em casa ou no ambiente de trabalho, se estiver passando por um momento de dor psíquica, procure ajuda.

Ligue 188

A campanha do Setembro Amarelo, que já está bem mais difundida no país, tem um site que ajuda as pessoas com informação relevante e indicação de onde procurar ajuda como, por exemplo, o Centro de Valorização da Vida (CVV), que atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, pelo telefone 188, e também por chat, e-mail e pessoalmente. Por ano, o CVV  realiza mais de 3 milhões de atendimentos.

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