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Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro - Telefone: (21) 2215-2443

Sisejufe participa do Encontro do Coletivo Nacional de Mulheres da Fenajufe

O Sisejufe participou, neste fim de semana, 25 e 26 de abril, do Encontro do Coletivo Nacional de Mulheres da Fenajufe, que reuniu servidoras de todas as regiões do país. O evento ocorreu em formato híbrido, com participação presencial na sede da Federação, em Brasília, e com transmissão das palestras no canal da Fenajufe no YouTube.

A delegação do Sisejufe foi composta, presencialmente, pelas dirigentes Anny Figueiredo, secretária de mulheres, e Renata Oliveira. De forma remota, as dirigentes Juliana Avelar, Michelle Maranhão, Fernanda Lauria, também coordenadora-geral da federação, e Vera Lucia Pinheiro. A presidente do Sisejufe, Lucena Pacheco Martins participou do Encontro como uma das palestrantes, e a diretora Soraia Marca, também coordenadora-geral da Fenajufe, integrou a mesa de abertura.

A mesa que abriu o Encontro foi composta pelas coordenadoras Soraia Marca Garcia, também dirigente do Sisejufe, Luciana Carneiro, Márcia Bueno, Eliana Leocádia e Arlene Barcellos. Em suas saudações iniciais, as dirigentes destacaram que ocupar espaços historicamente dominados por homens é resultado de uma luta coletiva construída ao longo de gerações. Lotar um auditório com tantas representações femininas é a prova concreta da força das mulheres que vieram antes e das que seguem abrindo caminhos.

O início das atividades também foi marcado por força e emoção com a cantança feminista conduzida pela servidora Nara Santos, do Sindjufe/PB. Em um dos trechos entoados — “Eu sou, eu sou o que eu quiser” — ecoou a afirmação de autonomia e resistência das mulheres que ousam ocupar espaços antes negados.

O primeiro painel do dia trouxe o tema Feminismo e o movimento sindical: da criação de coletivos à paridade de gênero e à participação efetiva na luta contra o machismo e o patriarcado, reunindo as servidoras Lucena Pacheco, Magda da Conceição e Luciana Carneiro como palestrantes. As coordenadoras Arlene Barcellos e Juliana Rick conduziram os debates.

Em sua exposição, Lucena Pacheco resgatou o processo histórico de exclusão das mulheres do sindicalismo, lembrando que os movimentos sindicais surgiram em um contexto majoritariamente masculino, no qual as mulheres eram invisibilizadas e suas pautas ignoradas. Ela destacou que a ocupação desses espaços pelas mulheres é fruto de enfrentamento político e social construído ao longo de séculos. A dirigente falou sobre sua trajetória no sindicalismo, desde o início, com todos os desafios, reafirmando a importância da formação política e feminista dentro das entidades sindicais para incluir e empoderar as mulheres. “Eu não preciso ser um homem para ocupar esse lugar. Não importa o que digam. O nosso papel é ocupar e transformar esses espaços”, afirmou.



Dando continuidade a exposição do primeiro painel do dia, Magda da Conceição reforçou que sindicatos que não incorporam as pautas femininas acabam reproduzindo injustiças estruturais. Para ela, o protagonismo das mulheres precisa ser permanente e efetivo — não simbólico. “O sindicato que não incorpora as pautas das mulheres se coloca em posição de injustiça. Precisamos ocupar todos os espaços, com voz, voto e protagonismo real”.

Já Luciana Carneiro destacou a importância da construção de um feminismo interseccional dentro do movimento sindical, reconhecendo que as desigualdades se expressam de formas diferentes entre as mulheres. Ela ressaltou que o feminismo não é sobre antagonismo, mas sobre igualdade e justiça social, lembrando que muitas conquistas históricas — como direitos ligados à maternidade e à igualdade de remuneração, embora este muito recente — são fruto direto da luta feminista e sindical. “A nossa luta é todo dia. Não podemos aceitar silenciamento, não podemos aceitar machismo. Onde houver injustiça, precisamos agir.”

Após o primeiro debate, a Fenajufe fez uma homenagem às mulheres que construíram a luta das servidoras e servidores do PJU e MPU ao longo de mais de três décadas. A coordenadora Arlene Barcellos fez a leitura de um texto preparado pela coordenadora Juliana Rick que retrata muito bem toda essa luta das mulheres para ocupar esses espaços de poder. Na Fenajufe, infelizmente o cenário não foi diferente. A paridade de gênero na direção executiva só foi aprovada no 11º Congrejufe, em 2022. Uma conquista histórica para toda a categoria do PJU e MPU, resultado da luta e resistência das mulheres da Federação.

PAINEL 2: Tripla jornada, política de metas e seus impactos na saúde física e mental das mulheres

Dando continuidade aos debates do Encontro do Coletivo Nacional de Mulheres do PJU e MPU, o segundo painel do dia aprofundou um dos temas mais urgentes das pautas femininas: a tripla jornada e os impactos das políticas de metas na saúde física e mental das mulheres. As coordenadoras Márcia Bueno e Sandra Dias conduziram o debate, que contou com palestras de Ana Carolina Fleury, Isis Garcia e Ariene Virgínia.

A advogada Ana Carolina apresentou dados que evidenciam a desigualdade estrutural na divisão do trabalho doméstico e de cuidados entre homens e mulheres. Segundo levantamento divulgado em novembro de 2025, as mulheres dedicam mais de 10 horas semanais a mais do que os homens em atividades de cuidado não remuneradas. Quando analisado o recorte racial, a desigualdade se intensifica: mulheres negras dedicam, em média, 22,4 horas a mais nessas tarefas. Ela destacou que essa sobrecarga invisível caracteriza a tripla jornada enfrentada pelas mulheres: trabalho profissional, trabalho doméstico e trabalho emocional — não reconhecido e completamente desconsiderado pelas políticas institucionais.

Na sequência, Isis Garcia trouxe uma análise sob a perspectiva racial, destacando que mulheres negras são as mais impactadas pelo modelo produtivista e pelas políticas de metas. Ela ressaltou que, especialmente após a pandemia e a ampliação do teletrabalho, houve intensificação do assédio e da pressão por produtividade. Para ela, as políticas de metas impostas adoecem e, principalmente, as mulheres negras, que já enfrentam múltiplas violências estruturais.

Ariene Virgínia apresentou uma reflexão crítica sobre o produtivismo no Judiciário e o impacto das metas institucionais sobre a vida das mulheres servidoras. Ela destacou que a lógica de metas transformou o trabalho em um sistema de autoexploração, comparando-o a um processo de gamificação da produtividade. Para ela, a casa virou uma extensão da unidade judiciária. O modelo foi pensado a partir da figura do “homem provedor”, que trabalha fora e descansa ao voltar para casa. Mas quando a mulher descansa? Exigir o mesmo nível de produtividade sem considerar a tripla jornada é perpetuar desigualdades e aprofundar o adoecimento das mulheres.

Os debates evidenciaram que a tripla jornada e as políticas de metas impactam diretamente a saúde física e mental das mulheres, reforçando a necessidade de que as administrações reconheçam essas desigualdades e avancem na construção de condições de trabalho justas e igualitárias para as servidoras.


 

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PAINEL 3: Racismo, LBTfobia, capacitismo e etarismo: é possível, numa perspectiva feminista, construir políticas de prevenção e combate unitário a essas práticas dentro dos tribunais?

O painel 3 contou com palestras de Ana Naiara Malavolta Saupe, militante lésbica feminista antirracista do PJU e ex-diretora do Sintrajufe/RS e Isabella Leal, coordenadora do Sintrajud/SP e servidora do TRT2.

Isabella Leal destacou que a deficiência é a única das opressões que pode ser adquirida ao longo da vida e que essa pauta tem sido historicamente deixada de lado. Ela ressaltou que uma pessoa pode adquirir uma deficiência a qualquer momento, seja pela idade, com doenças como artrose, ou por meio de acidentes. Para ela, trata-se de uma pauta que exige atenção, sensibilidade e compromisso coletivo com o aprendizado, reforçando a necessidade de letramento adequado, inclusive na forma como as pessoas são nomeadas. Nesse contexto, ressaltou que pessoas com deficiência não devem ser reduzidas a siglas, mas reconhecidas como sujeitos de direitos.

Na sequência, Ana Naiara apresentou um panorama sobre o papel das mulheres dentro desse contexto, a partir de uma lógica feminista voltada à construção de políticas de prevenção e combate unitário às diversas formas de opressão. Outro ponto relevante abordado foi a diferenciação entre pluralidade e inclusão, destacando que a presença de diferentes sujeitos nos espaços não significa, necessariamente, igualdade de poder. Ela reforçou que a busca pela equidade interseccional deve ser incorporada como pauta permanente, tanto nos tribunais quanto nas entidades sindicais.

PAINEL 4: Feminicídios: educação antimachista e combate à misoginia como formas estruturantes de prevenção

O painel encerrou o primeiro dia de atividades do Encontro. Participaram como palestrantes Denise Carneiro, coordenadora de Comunicação do Sindjufe/BA e coordenadora licenciada da Fenajufe; Carla Ayres, vereadora em Florianópolis/SC e Marcela Prest, feminista negra, professora, mestranda em Educação pela UFBA, pesquisadora das Infâncias Negras e integrante do Movimento Mulheres Negras Decidem (MND).

A vereadora Carla Ayres destacou que as mulheres são plurais em suas lutas e que, em um mesmo espaço, convivem diferentes realidades e identidades, como mulheres negras, LGBTs, mulheres mais maduras, jovens e mulheres com diferentes corpos e trajetórias. Ela apontou que a sociedade capitalista impõe padrões que buscam padronizar a existência das mulheres e que essa padronização está diretamente ligada à lógica de utilidade dos corpos para a produção de mercadorias e força de trabalho.

Nesse contexto, ressaltou que corpos envelhecidos, corpos com deficiência — visível ou não — e corpos negros são historicamente desvalorizados dentro dessa lógica produtiva. Também destacou que políticas públicas, como a Lei Maria da Penha e o Disque 180, foram fundamentais para dar visibilidade às violências contra as mulheres e possibilitar sua identificação e enfrentamento. Para ela, a educação é ferramenta central para transformar padrões de masculinidade e combater o machismo estrutural.

Marcela Prest abordou a relação entre feminicídio, educação antimachista e misoginia, destacando que o capitalismo brasileiro está profundamente ligado ao processo histórico de colonização. A partir dessa lógica histórica, explicou que o patriarcado se consolidou como um sistema que impõe às mulheres uma condição de inferioridade social. Ela destacou, ainda, que a sociedade capitalista foi estruturada a partir da exploração e da divisão sexual e racial do trabalho, o que contribuiu para a naturalização de profundas violências contra as mulheres.

Denise Carneiro abordou as diversas formas de violência que atingem as mulheres em diferentes espaços e reforçou que o enfrentamento ao feminicídio e à misoginia não deve se limitar à punição legal. Segundo ela, a punição isolada não é suficiente, pois não devolve as vidas já perdidas, sendo necessário investir em ações preventivas e na identificação precoce de situações de risco.

A dirigente também apresentou dados alarmantes sobre o crescimento dos feminicídios no Brasil. Nos últimos 10 anos, estima-se que uma mulher foi assassinada a cada seis horas. Ela alertou ainda para a importância da educação antimachista e para a responsabilidade coletiva — incluindo a omissão masculina — como fatores que contribuem para a manutenção desse cenário de violência.

Os debates evidenciaram que o enfrentamento ao racismo, à LBTfobia, ao capacitismo, ao etarismo e ao feminicídio exige compromisso político permanente e a construção de estratégias coletivas baseadas na perspectiva feminista e interseccional. As reflexões apresentadas reforçaram a necessidade de fortalecer políticas institucionais e sindicais que garantam proteção, equidade e respeito às mulheres em toda a sua diversidade.


 

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PAINEL 5: Políticas públicas para as mulheres: desafios e caminhos para uma sociedade justa

Após dois dias de intensos debates sobre temas importantes e urgentes para as mulheres e, consequentemente, para toda a sociedade, o Encontro do Coletivo Nacional de Mulheres do PJU e MPU realizou no domingo (26) seu último painel, aprofundando a discussão sobre políticas públicas e caminhos para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

O painel 5 contou com a condução das coordenadoras Arlene Barcellos, Luciana Carneiro e Márcia Bueno. As palestrantes foram Rosane Silva, militante feminista e sindical; Elcimara de Souza, militante do Movimento Mulheres em Luta e do PSTU e integrante da Comissão Pró-Fenajufe/DF; e Ana Paula Cusinato, militante da Marcha Mundial das Mulheres e também integrante da Comissão Pró-Fenajufe/DF.

Ana Paula iniciou o painel fazendo uma reflexão sobre a origem da necessidade de políticas públicas voltadas para as mulheres, que historicamente sofreram opressões. A servidora apresentou uma analogia com a “árvore do patriarcado”, sendo cada ramo um tipo de violência, enquanto o tronco representa o sistema econômico em que vivemos. Segundo ela, o capitalismo se sustenta dessas opressões e a raiz desse sistema é o patriarcado, uma grande estrutura que fortalece a exploração do trabalho.

A servidora ressaltou a importância de refletir sobre a posição das mulheres dentro dessa estrutura e destacou que o debate sobre a divisão sexual do trabalho é fundamental, uma vez que favorece os homens no acesso aos espaços de decisão, enquanto às mulheres recai, majoritariamente, a responsabilidade pelo trabalho e pelos cuidados.

Na sequência, a servidora Elcimara abordou os desafios relacionados ao tema, fazendo uma análise da atual conjuntura política diretamente relacionada às políticas públicas voltadas às mulheres. Ela destacou os termos “desafios” e “caminhos” como elementos centrais do debate e trouxe relatos sobre casos recentes de feminicídio, ressaltando o aumento expressivo desses crimes na última década.

Segundo ela, não é possível realizar esse debate sem considerar a luta pela própria sobrevivência das mulheres, diante do crescimento das violências e dos assédios. Ela também alertou para a existência de movimentos de ódio contra mulheres nas redes sociais, como os chamados grupos “redpills”, que utilizam os ambientes digitais para difundir ideologias machistas e fortalecer práticas discriminatórias.

A militante Rosane Silva trouxe para o debate a importância dos espaços de auto-organização das mulheres, destacando que esses ambientes são fundamentais para discutir temas que afetam diretamente a classe trabalhadora. Ela ressaltou que as mulheres representam metade da classe trabalhadora e, ainda assim, muitas vezes têm suas pautas relegadas a segundo plano.

Rosane enfatizou que a pauta das mulheres é estruturante para a transformação social e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Ela também destacou a centralidade do tema do cuidado como elemento essencial para enfrentar as desigualdades e romper ciclos de violência e opressão, especialmente no mundo do trabalho. Segundo ela, as mulheres são constantemente questionadas quanto à sua capacidade e potencialidade para ocupar espaços de decisão, sendo frequentemente associadas exclusivamente ao papel de cuidadoras.

Os debates reforçaram que a construção de políticas públicas voltadas às mulheres exige compromisso político permanente e a incorporação da perspectiva feminista nas estruturas institucionais, reconhecendo reconhecendo as desigualdades históricas e estruturais que impactam a vida das mulheres.

Apresentação de propostas

O Encontro foi encerrado após a apresentação de propostas construídas pelas representantes dos sindicatos de base da Federação e de contribuições para a criação de um protocolo de prevenção e enfrentamento a todas as formas de assédios e violências em eventos da Fenajufe.

A iniciativa representa um marco importante para a Federação e busca garantir que as mulheres se sintam seguras em todos os espaços, incluindo aqueles destinados à organização coletiva e à luta sindical.

As coordenadoras Luciana Carneiro, Eliana Leocádia, Arlene Barcellos e Márcia Bueno organizaram a apresentação das propostas elaboradas pelos sindicatos de base, realizando a leitura dos textos e apontando os devidos direcionamentos.

Todas as propostas apresentadas foram acolhidas pela mesa e serão encaminhadas para análise da Diretoria Executiva. Posteriormente, os encaminhamentos poderão ser incorporados ao plano de lutas da Fenajufe, fortalecendo o compromisso institucional com a construção de ambientes seguros, respeitosos e livres de violência.

Por fim, o encontro reafirmou sua importância ao tratar de temas essenciais e ao se consolidar como um espaço de escuta e acolhimento para tantas histórias e vivências. Em meio a cantorias e discursos potentes, diferentes vozes e experiências se somaram em um propósito comum: fortalecer a luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho, pela liberdade e pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Balanço do Encontro

Ao fim da edição do Encontro, as representantes da delegação do Sisejufe contaram suas experiências ao participarem da atividade e a importância de espaços como estes para a construção de uma sociedade mais igualitária pras mulheres dentro e fora do Judiciário Federal. A coordenadora de Mulheres do sindicato, Anny Figueiredo, conta que foi “uma experiência profundamente significativa e necessária”, e segue: “Mais do que um espaço de escuta, foi um espaço de construção coletiva, onde reafirmamos que as mulheres do PJU têm pautas urgentes e inadiáveis.

O encontro evidenciou a importância da organização das mulheres em coletivos feministas dentro do movimento sindical, como instrumento fundamental para fortalecer a luta por paridade de gênero nos espaços de poder. Não se trata apenas de ocupar lugares, mas de transformar as estruturas que historicamente nos excluem.
Também foi essencial debater de forma integrada o enfrentamento ao racismo, à LBTfobia, ao capacitismo e ao etarismo, compreendendo que essas opressões se entrelaçam e exigem respostas coletivas, firmes e comprometidas com a justiça social. Outro ponto central foi a necessidade de avançar na construção de mecanismos permanentes de educação antimachista e de combate à misoginia, especialmente dentro das instituições e das entidades sindicais. Mudar a cultura é parte indispensável da luta.

E, de forma contundente, reafirmamos a urgência de fortalecer campanhas de enfrentamento ao feminicídio, entendendo que não há democracia plena enquanto mulheres seguem sendo assassinadas por sua condição de gênero. Saio desse encontro com a convicção renovada de que a nossa organização coletiva é o caminho para transformar a realidade, ampliar direitos e construir um movimento sindical mais justo, inclusivo e comprometido com a vida das mulheres”, finaliza a dirigente.

A diretora do sindicato, Renata Oliveira, ressalta que o Encontro também a fez notar a força e potência coletiva das mulheres, que são maioria no judiciário e ocupam todos os cargos. “Foi um evento maravilhoso. Nossa representatividade é imensa e temos que nos prevalecer disso para buscar a equidade em todos os ramos das Justiças. No evento pude ver que juntas podemos nos mobilizar contra o patriarcado ainda tão presente em nossa sociedade, bem como qualquer forma de violência que sofremos todos os dias”, diz

Já a dirigente Juliana Avelar, fala sobre a relevância e urgência da carta proposta: “O Encontro foi marcado pela disposição das participantes em ampliar a luta contra todas as formas de violência contra as mulheres. O número exponencial de feminicídios no Brasil tem origem no patriarcado e no machismo estrutural. Nesse sentido foi aprovada uma Carta Programa das Mulheres Trabalhadoras do Sistema de Justiça para serem entregues às entidades parceiras, autoridades judiciárias e candidatas selando o compromisso na defesa da dignidade humana e na vida das mulheres”.

 

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