A Divisão de Polícia Judicial (DIPOL) e a Seção de Polícia Judicial do Fórum Gomes Freire (SECPOL-GF), do TRT1, apresentaram o relatório Segurança em Números 2025, reunindo indicadores das atividades realizadas nos Fóruns da Lavradio e Gomes Freire ao longo do ano passado. Mais do que um balanço estatístico, o material dá visibilidade ao trabalho estratégico desempenhado pelos agentes de Polícia Judicial e reforça a necessidade de participação de magistrados(as), servidores(as), estagiários(as) e trabalhadores(as) terceirizados(as) na Pesquisa de Segurança Institucional 2026.
O relatório, disponibilizado em formato interativo, destaca resultados expressivos: mais de 9.200 objetos perigosos retidos, mais de 200 armas de fogo acauteladas e aumento de 55% nas ações preventivas em audiências. Os números demonstram a dimensão da atividade preventiva exercida diariamente nos prédios da Justiça do Trabalho e ajudam a dimensionar riscos que muitas vezes passam despercebidos por quem circula nas unidades.
Para o agente de Polícia Judicial e diretor do Sisejufe, Nilton Pinheiro, a iniciativa é importante justamente por revelar à comunidade interna a relevância de um trabalho que, em grande parte, acontece de forma discreta, mas permanente.
“Foi importantíssima a divulgação do relatório para que magistrados, servidores e demais pessoas com atuação na Justiça do Trabalho tomassem conhecimento da efetividade do trabalho executado pela segurança”, afirmou.
Segundo Nilton, a divulgação amplia a percepção sobre a complexidade da atuação da Polícia Judicial e o impacto direto desse trabalho na preservação da integridade física de todos e todas que frequentam os fóruns.
“Diferente de anos anteriores, fez com que aqueles que atuam na Justiça do Trabalho, e que não têm a real percepção do trabalho realizado pela Polícia Judicial, pudessem perceber como é dinâmico e essencial o trabalho feito para reduzir a entrada de objetos perigosos, preservando a integridade física de magistrados, servidores, advogados e demais pessoas que acessam os prédios da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro”, destacou.
Transparência e gestão eficiente
Coordenador da DIPOL, Jedaias Emerson Ferreira explica que o objetivo do relatório vai além da simples prestação de contas.
“O objetivo central do relatório é promover a transparência e consolidar uma cultura de segurança baseada em dados. Buscamos demonstrar a eficácia das medidas preventivas e fornecer subsídios estratégicos para a evolução de uma segurança estritamente física para um modelo inteligente e preditivo”, afirmou.
De acordo com ele, o documento foi construído a partir do compilado de indicadores operacionais registrados pela DIPOL e pela SECPOL-GF ao longo de 2025, com análise quantitativa e qualitativa das ocorrências e demandas atendidas nos Fóruns da capital.
Na prática, isso significa transformar dados coletados no cotidiano em instrumentos concretos de gestão, capazes de orientar investimentos, redistribuição de efetivo, adoção de tecnologias e aperfeiçoamento de protocolos.
Atuação intensiva
Entre os indicadores apresentados, a alta taxa de retenção de objetos perigosos e as armas de fogo acauteladas evidenciam o papel central da Polícia Judicial na mitigação de riscos imediatos.
“O ambiente forense atrai um volume significativo de armamentos que devem ser geridos pela Polícia Judicial para garantir a segurança comum”, observou.
Os dados reforçam que o controle de acesso não é mera formalidade. Trata-se de uma barreira indispensável para impedir o ingresso de materiais capazes de colocar em risco audiências, atendimentos, servidores, magistrados, advogados, partes e visitantes.
Outro destaque do relatório foi o aumento de 55% nas ações preventivas em audiências, indicador que aponta maior presença estratégica da Polícia Judicial em situações sensíveis e potencialmente conflituosas.
Para Nilton Pinheiro, o crescimento representa eficiência operacional e amadurecimento da área.
“A percepção de confiança se amplia à medida que se observa o grau de profissionalismo alcançado”, disse.
Ele destaca que os resultados estão diretamente ligados à dedicação dos agentes e ao aprimoramento técnico constante.
“A atuação da Polícia Judicial tem sido cada vez mais efetiva e profissional, e isso se deve ao fato de que os agentes de polícia têm se empenhado na participação dos diversos cursos de aperfeiçoamento, sejam ofertados pelo TRT1 ou mesmo através de iniciativas próprias”, afirmou.
Nilton também ressalta a importância dos investimentos realizados nos últimos anos.
“Tem havido investimento na estrutura da segurança, o que é vital para o trabalho, e isso se reflete na atuação”, completou.
Redução do efetivo e envelhecimento do quadro
Apesar dos avanços, a área de segurança institucional enfrenta desafios relevantes.
Segundo Jedaias, esse cenário impõe pressão sobre as equipes e exige respostas urgentes da administração.
“O cenário de redução do efetivo de Agentes de Polícia Judicial, impulsionado por aposentadorias, vacâncias e, no último ano, pela transformação de 26 cargos para outra área, impõe um desafio crítico à manutenção do nível de segurança”, alertou.
Ele observa que a experiência acumulada pelos agentes é valiosa, especialmente na mediação de conflitos e na inteligência institucional, mas a atividade policial também demanda capacidade física e pronta resposta.
“A natureza da atividade policial judicial exige vigor físico para intervenções, o que torna urgente a renovação dos quadros e a oferta de programas de capacitação voltados à saúde e preservação da capacidade operacional”, acrescentou.
O relatório também aponta aumento expressivo no fluxo de pessoas nos prédios do TRT1. Dados do sistema SISPORT mostram salto de 58.976 pessoas em 2024 para 69.201 em 2025, crescimento superior a 17% em apenas um ano.
Para a DIPOL, o avanço reforça a necessidade de monitoramento constante, reforço do policiamento e expansão de sistemas tecnológicos para unidades estratégicas, como o Fórum Lavradio.
As obras planejadas para o local também visam corrigir vulnerabilidades estruturais, especialmente a existência de apenas um ponto de entrada e saída, fator sensível em situações emergenciais.
Para acessar o relatório, clique aqui.
Pesquisa de Segurança Institucional
Ao final do relatório, a DIPOL e a SECPOL-GF disponibilizaram a Pesquisa de Segurança Institucional 2026, instrumento considerado estratégico para o próximo ciclo de planejamento da segurança no Tribunal.
Com 19 perguntas distribuídas em cinco eixos temáticos, a pesquisa busca captar a percepção de quem vivencia diariamente a rotina das unidades.
Segundo Jedaias, a proposta é fazer a segurança evoluir de um modelo passivo para uma política inteligente, construída também a partir da escuta de usuários e trabalhadores.
“A participação ativa da categoria não apenas gera mudanças, mas é o único caminho para uma segurança institucional verdadeiramente eficiente”, afirmou.
Ele explica que as respostas poderão impactar diretamente três frentes fundamentais: aperfeiçoamento de investimentos tecnológicos, correção de vulnerabilidades operacionais e legitimação dos protocolos adotados.
“A participação é o que transforma o relatório Segurança em Números de uma simples estatística em um plano de ação vivo. Sem o olhar de quem está na ponta, corremos o risco de projetar uma segurança de gabinete; com a participação, construímos uma proteção que faz sentido para quem vive o Tribunal”, pontuou.
Responder à pesquisa é uma forma objetiva de contribuir para ambientes de trabalho mais seguros, funcionais e preparados para situações de risco. A participação é rápida, anônima e pode orientar decisões futuras sobre infraestrutura, tecnologia, treinamento e organização das equipes.
O Sisejufe reforça o chamado para que servidoras, servidores e demais colegas participem do levantamento, que está disponível neste link.