SINDICATO DOS SERVIDORES DAS JUSTIÇAS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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E agora, José?

E agora, José?

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Incentivadas  pela mídia, que detém o monopólio de informações no nosso país , milhares de brasileiros e brasileiras, tomaram as ruas de assalto  e um grito, que há muito estava contido no peito desta gente, gente sem maldade, gente que não entende o motivo de estar ali, gente que deseja achar um culpado para o seu sofrer, ecoou debaixo deste céu azul de meu DEUS, fazendo um enorme estrondo…

Era um grito surdo, sem muitas explicações ou porquês, baseado apenas em achismos rasos, que nada mais faziam do que reproduzir as notícias de uma TV que insistia em apontar um culpado, com a única finalidade de preparar o país, para os caminhos que seriam traçados  e dirigidos pelos interesses internacionais, por grandes empresas e bancos, que não desejam abrir mão dos seus vultosos lucros.

Em sendo o achismo uma espécie de teoria, criada por alguém, sobre  algum assunto,  com base exclusivamente nas suas opiniões e intenções, que no final, não possuem nenhum tipo de argumentação concreta ou justificativa, acabou dando no que deu, sob a alegação de estarem atendendo ao clamor social, clamor este originado nas altas cúpulas do país, depuseram Dilma.

Para fortalecer aos argumentos utilizados, inventaram a criminalização das tais pedaladas, que pouco tempo depois, passaram a ser consideradas legais. Pedaladas estas, que ganharam fama nas bocas dos brasileiros, mesmo sem saber o que  realmente significavam…todos falavam das pedaladas como se fossem grandes entendedores do assunto e, depuseram DILMA.

Dilma, sobre quem não havia prova de ter cometido qualquer  irregularidade, falcatrua ou maldade.  O circo montado gerou xingamentos, desrespeito e grandes manifestações recheadas de explícito machismo.

Logo após o seu afastamento, a conta do investimento feito, começou a ser cobrada e, rápido.  Então, para atender aos interesses escusos do capital financeiro,  surgem as reformas trabalhista e previdenciária, reformas essas que atacam violentamente os direitos sociais, os mais pobres. Mas nada disso tem importância, afinal tiramos Dilma e o maligno governo petista.

Numa velocidade quase que fenomenal, começou a corrida para implementar a agenda  neoliberal imposta pelos rentistas internacionais, vamos reorganizar o país, dizem eles, vamos retomar o crescimento e para isso todos devem fazer um sacrifico, e no meio do caminho, descobriu-se que aqueles que depuseram Dilma, eram os verdadeiros algozes da nação.  Só que desta vez, haviam provas e não só os tais achismos, que condenaram  Dilma.

Como tudo pode acontecer no país do carnaval, o sucessor apesar de ter tido seu nome citado, nas delações premiadas, em processos carregados de provas consistentes, teve diversos pedidos de impeachment arquivados e com isso, mesmo sem condições de dirigir o país, mantém-se no poder, pois segundo suas próprias palavras: “ É o único capaz de levar a frente as tais reformas, que segundo ele, são necessárias para o desenvolvimento do país… Para tanto, negocia milhões em troca de apoios, gasta outros tantos milhões  em propagandas mentirosas, para novamente manipular toda essa gente sem mente, espalhada por este Brasil.

Então eu pergunto:

E agora, José?

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

 

Soraia Marca – TRF – diretora Sisejufe

 

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