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TSE nega que tenha feito acordo com as Forças Armadas para apuração dos votos

Em comunicado divulgado à imprensa na tarde desta segunda-feira (12/09), o Tribunal reitera que “a totalização dos votos é competência constitucional da Justiça Eleitoral”

TSE nega que tenha feito acordo com as Forças Armadas para apuração dos votos, SISEJUFE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou na tarde desta segunda-feira (12/09) que as Forças Armadas não terão “acesso diferenciado em tempo real” aos dados da apuração dos votos na eleição deste ano. A nota foi divulgada após a publicação, pelo jornal “Folha de S.Paulo”, dando a entender, de forma equivocada, que haveria um acordo entre o TSE e as Forças Armadas para um acesso diferenciado em tempo real para a apuração. Isso não procede.

Pelo comunicado, o TSE esclarece que a contagem de votos a partir da somatória dos Boletins de Urna (BU’s) é “possível há várias eleições e que para o pleito deste ano, foi implementada a novidade de publicação dos boletins de urnas pela rede mundial de computadores, após o encerramento da votação para acesso amplo e irrestrito de todas as entidades fiscalizadoras e do público em geral”. O Tribunal afirma também que “independentemente dessa possibilidade, como ocorre há diversas eleições, qualquer interessado poderá ir às seções eleitorais e somar livremente os BU’s de uma, de dez, de trezentas ou de todas as urnas”.

Em relação à apuração das eleições 2022, diz ainda que “não houve nenhuma alteração do que foi definido no primeiro semestre, nem qualquer acordo com as Forças Armadas ou entidades fiscalizadoras para permitir acesso diferenciado em tempo real aos dados enviados para a totalização do pleito eleitoral pelos TRE’s, cuja realização é competência constitucional da Justiça Eleitoral”, enfatiza.

O burburinho aconteceu porque nesta segunda, a Folha de S. Paulo publicou reportagem afirmando que “técnicos das Forças Armadas pretendem conferir em tempo real a totalização de votos feitas pelo TSE”. Segundo a matéria, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, teria fechado um acordo com os militares, durante uma reunião no dia 31 de agosto, para liberar os arquivos brutos da totalização dos votos.

Em junho, o TSE já havia afirmado que “todas as medidas voltadas para garantir ainda mais transparência e segurança nas Eleições 2022 vêm sendo amplamente divulgadas pelo Portal do TSE e pela imprensa, o que leva a crer que questionamentos sobre o assunto acontecem apenas por desconhecimento técnico ou por motivações políticas.”

Sisejufe acredita e defende as urnas eletrônicas

No início de agosto, o Sisejufe lançou uma campanha para esclarecer sobre segurança das urnas eletrônicas e confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.  Através de vídeos explicativos, a campanha visa combater as fake news propagadas pelo presidente Bolsonaro contra o sistema eleitoral brasileiro e para informar de maneira simples, clara e objetiva que as urnas eletrônicas são totalmente confiáveis.

O primeiro vídeo viralizou nas redes sociais do sindicato. No Instagram e Facebook, por exemplo, teve mais de 3.400 visualizações e 290 compartilhamentos. Ele mostrou que o sistema de votação pela urna eletrônica, criticado por Bolsonaro e parte dos generais a ele subordinados, foi desenvolvido há 26 anos com apoio de técnicos das próprias Forças Armadas. Veja aqui.

Depois, vieram outros dois vídeos: um falando sobre o nível de segurança da urna eletrônica e o mais recente, publicado no dia 06 de setembro, que fala sobre a questão da acessibilidade das urnas.

 

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