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Fachin dá 5 dias para Bolsonaro se explicar sobre ataque às urnas e ao sistema eleitoral

Determinação do presidente do TSE atende a representações protocoladas por partidos de oposição contra discurso do presidente em encontro com embaixadores.

Fachin dá 5 dias para Bolsonaro se explicar sobre ataque às urnas e ao sistema eleitoral, SISEJUFE

O presidente do TSE, ministro Edson Fachin, determinou, nesta quinta-feira (21/7), que o presidente Jair Bolsonaro e o partido do qual faz parte, o PL, se manifestem, em até cinco dias, sobre os ataques às urnas eletrônicas proferidos em apresentação a embaixadores.

A decisão de Fachin foi tomada no âmbito de representação movida contra o presidente pelo PDT e pelo candidato do partido à Presidência, Ciro Gomes. Outros partidos – como PT, Rede e PCdoB – também moveram representações contra Bolsonaro por causa do encontro.

A reunião do mandatário com embaixadores de aproximadamente 40 países ocorreu na segunda-feira (18/7), no Palácio da Alvorada. Na ocasião, Bolsonaro voltou a lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro.

No despacho publicado nesta quinta-feira, Fachin solicitou explicações de todas as partes envolvidas no pedido de exclusão do vídeo, incluindo o presidente e a empresa Facebook, onde as imagens da reunião estão divulgadas.

“Da leitura da petição inicial extrai-se da causa de pedir que os fatos retratados indicam que a anduzida prática de desinformação volta-se contra a lisura e confiabilidade do processo eleitoral, marcadamente, das urnas eletrônicas”, pontuou o ministro. Fachin se manifestará sobre a exclusão das imagens apenas após a explicação das partes envolvidas no caso.

Na reunião com estrangeiros, o chefe do Palácio do Planalto repetiu argumentos já desmentidos por órgãos oficiais e reiterou que as eleições deste ano devem ser “limpas” e “transparentes”.

Posicionamento

Logo após o fim do evento com embaixadores, o próprio presidente do TSE, Edson Fachin, disse, sem citar Bolsonaro, que muitos “buscam, sem muito disfarce, diluir a própria República e a constitucionalidade”.

Fontes: Metrópole, Extra e Nexo

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