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Deu na Imprensa: Perda da guarda de crianças por mães praticantes de religiões de matriz africana alarmam especialistas

Deu na Imprensa: Perda da guarda de crianças por mães praticantes de religiões de matriz africana alarmam especialistas, SISEJUFE

O jornal O Globo desta sexta-feira (6/8) destaca, no caderno Sociedade, uma reportagem sobre casos de intolerância contra religiões de matriz africana. A matéria mostra que esses casos têm pautado disputas na Justiça e até a perda da guarda de filhos por fiéis. Histórias que dividem famílias por atos de racismo religioso ocorreram nos últimos meses em todo o país e alarmam especialistas, diz o texto, assinado pelas jornalistas Cíntia Cruz e Constança Tatsch.

De acordo com a notícia, “na Bahia, a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial registrou, de janeiro a 21 de julho deste ano, 19 casos de racismo religioso. O número já corresponde a 65% do total de 2020, quando foram feitas 29 denúncias. No Rio, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) recebeu, até maio deste ano, denúncias de 19 casos contra religiões de matriz africana, dois deles envolvendo crianças. Em julho, a Justiça de Campinas absolveu uma mulher de 33 anos denunciada pelo crime de “lesão corporal com violência doméstica agravada” após um ritual em que iniciou a filha no candomblé. Mas ela segue sem a guarda da filha, que não vê há seis meses. No ano passado, em Araçatuba, a manicure Kate Belintani teve a guarda da filha de 11 anos suspensa, por 17 dias, depois de a avó materna entrar na Justiça alegando que a garota sofria maus tratos e abuso num centro de candomblé frequentado pela menina e seus pais.”

O jornal aponta que os “especialistas definem racismo religioso como agressão e ataque físico e/ou simbólico a praticantes de religião de matriz africana, notadamente o candomblé e a umbanda, e a suas casas de culto, incluindo os terreiros. A matéria mostra, ainda, outros casos no país de mães afastadas dos filhos pelo mesmo motivo, sem que tenha sido feito qualquer laudo para atestar violência física ou psicológica contra as crianças. Outra denúncia é a de que algumas dessas mulheres sequer têm acesso a um advogado ou defensor público. A reportagem na íntegra pode ser acessada neste link.

Fonte: Jornal O Globo

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