O reajuste de R$ 67,30 no auxílio-alimentação dos servidores do Poder Judiciário da União e do Ministério Público da União, determinado pela Portaria Conjunta nº 2/2025, revela mais uma vez o abismo entre a elite do Judiciário e aqueles que garantem o funcionamento da Justiça no Brasil.
O discurso oficial é sempre o mesmo: os supersalários e benefícios dos magistrados são “necessários” para garantir uma remuneração justa, enquanto os servidores precisam aceitar migalhas e o sucateamento das condições de trabalho. O próprio presidente do TJDFT reconhece que os altos salários são difíceis de justificar à população, mas nada muda.
Os servidores, por outro lado, enfrentam anos de perdas salariais, sobrecarga de trabalho e um processo contínuo de precarização, que afeta diretamente a qualidade dos serviços prestados à população. Ainda assim, são pintados como vilões da crise fiscal, enquanto os verdadeiros responsáveis seguem intocáveis.
A luta dos servidores do PJU e do MPU é por dignidade, respeito e pelo fim dos privilégios de uma elite que sequestra o orçamento público.
A Portaria Conjunta nº 2/2025, assinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal Superior Eleitoral (TSE); o Superior Tribunal de Justiça (STJ); o Conselho da Justiça Federal (CJF); o Tribunal Superior do Trabalho (TST); o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT); o Superior Tribunal Militar (STM) e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), está disponível neste link.
Além do auxílio-alimentação, também houve reajuste de apenas R$ 56 no auxílio-creche.