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Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro - Telefone: (21) 2215-2443

Sisejufe entrega ofício sobre reestruturação das carreiras ao ministro Edson Fachin

Entrega aconteceu durante o evento A Justiça do Amanhã, no Museu do Amanhã, na última sexta-feira (19).

O Sisejufe esteve, na última sexta-feira, 19 de junho, no Museu do Amanhã, para falar exatamente sobre o amanhã que desejamos construir. Durante o evento A Justiça do Amanhã, a presidente do sindicato, Lucena Pacheco Martins e a secretária-geral do Sisejufe, Maria de Oliveira, entregaram, em mãos, o ofício sobre a reestruturação da carreira dos servidores e servidoras do Poder Judiciário da União, ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Além de Fachin, esteve presente na ocasião o ministro presidente do TST e do CSJT, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.

O documento, que destaca que inovação, inteligência artificial, eficiência e transformação digital exigem a valorização e a atualização das carreiras dos servidores no PJU, foi entregue ao assessor do ministro presidente, André Ribeiro Giamberardino, que prontamente o entregou a Fachin, que recebeu as dirigentes do sindicato.

Durante seu discurso, o ministro falou sobre os avanços da tecnologia e defendeu que a inteligência artificial seja usada para ampliar a eficiência administrativa, mantendo a valorização das servidoras e servidores, mas não para substitui-los. Porque não existe Justiça do amanhã sem as pessoas que fazem a Justiça acontecer hoje.

“A tecnologia pode ampliar a eficiência administrativa, pode automatizar tarefas repetitivas e pode, claro, liberar magistrados, servidores e servidoras para atividades que exigem reflexão mais profunda. Tudo isso é desejado, tudo isso deve ser estimulado, mas existe uma fronteira que merece especial atenção.

É a fronteira da ética, porque a tecnologia processa a informação, mas somos nós que lidamos com as experiências humanas e essa diferença não é trivial. Um sistema de inteligência artificial pode identificar padrões em milhões de decisões judiciais, pode reconhecer tendências, pode sugerir soluções, pode encontrar conexões invisíveis ao nosso olhar humano, mas não pode experimentar o encontro humano”, pontuou Fachin. 

Todos os dias, em cada vara, tribunal, seção judiciária, zona eleitoral e unidade administrativa, são os servidores e servidoras que garantem que os direitos saiam do papel e cheguem à população. Que atendem, processam, executam, organizam, calculam, analisam e fazem a máquina da Justiça funcionar. Mas não há futuro possível para a Justiça brasileira se estes profissionais continuarem convivendo com carreiras desatualizadas, sobrecarga de trabalho, cargos vagos e perda permanente do poder de compra dos salários.

Quando defendemos a reestruturação da carreira, não estamos defendendo apenas interesses corporativos. Estamos defendendo uma Justiça mais eficiente, mais moderna, mais preparada para enfrentar os desafios da inteligência artificial, da transformação digital e das novas demandas da sociedade. A valorização dos servidores é um investimento na qualidade do serviço público e no acesso da população à Justiça.

Por isso, o Sisejufe exige que o Supremo Tribunal Federal avance na construção da proposta de reestruturação da carreira elaborada coletivamente pela categoria, por meio da Fenajufe e dos sindicatos de todo o país. Uma proposta construída por técnicos, analistas, auxiliares, ativos, aposentados e pensionistas. Queremos uma carreira forte, moderna e capaz de atrair e manter profissionais qualificados. Queremos uma Justiça preparada para o amanhã.

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