O Dia Internacional de Luta das Mulheres, celebrado em 8 de março, marca historicamente a mobilização de mulheres em todo o mundo contra a desigualdade, a violência e a exploração. Mais do que uma data simbólica, o 8M se consolida como um dia de denúncia, organização coletiva e reivindicação por direitos.
Neste ano, o mote que orienta as mobilizações é “Pela vida das mulheres e crianças! Basta de feminicídio!”, em resposta a uma realidade ainda marcada por altos índices de violência de gênero e pela urgência de políticas públicas efetivas de proteção.
Para a secretária de Mulheres do Sisejufe, Anny Figueiredo, a data está profundamente ligada às lutas da classe trabalhadora.
“Como mulher sindicalista, vejo o ato do Dia Internacional da Mulher como um momento de afirmação da luta das trabalhadoras dentro da luta de classes. Em uma sociedade patriarcal, misógina e violenta com as mulheres, ocupar as ruas no 8 de março é denunciar que a exploração do trabalho e a opressão de gênero caminham juntas.”
Segundo ela, as desigualdades vividas pelas mulheres estão diretamente relacionadas às estruturas sociais e econômicas que sustentam a discriminação.
“As mulheres da classe trabalhadora enfrentam jornadas duplas, salários menores, assédio, violência e a constante tentativa de nos afastar dos espaços de decisão. Por isso, o ato é mais do que uma celebração, é um grito coletivo contra as injustiças e uma demonstração de que não aceitaremos mais o silêncio imposto pelo machismo estrutural.”
Anny também destaca que a mobilização das mulheres fortalece toda a classe trabalhadora.
“Quando mulheres trabalhadoras se organizam, fortalecem os sindicatos e se levantam em defesa de seus direitos, toda a classe trabalhadora avança. O 8 de março é um chamado à mobilização, à consciência e à luta por uma sociedade sem exploração, sem violência e com igualdade real para todas.”
Ato 8M em Copacabana
A Secretaria de Mulheres do Sisejufe convida as servidoras do Judiciário Federal e todas as mulheres para participarem do Ato 8M, que será realizado neste 8 de março, na Praia de Copacabana.
A concentração está marcada para 10h, na Avenida Atlântica, altura do Posto 3.
Durante a mobilização, as manifestantes estarão nas ruas pela vida das mulheres e crianças, contra o feminicídio, por mais orçamento para políticas públicas de enfrentamento à violência, pela soberania dos povos, contra o imperialismo e o fascismo, pelo fim da escala 6×1 e pelo bem viver.
Os homens também estão convidados a participar do ato e somar forças na construção de uma sociedade mais justa, livre da violência de gênero.
Campanha nas redes incentiva reflexão
Neste mês de março, o Sisejufe também promove uma campanha especial em seu perfil no Instagram, com vídeos reflexivos que contam com a participação de homens, abordando a responsabilidade coletiva no enfrentamento à violência contra as mulheres.
A iniciativa reforça que a luta pela vida das mulheres é um compromisso de toda a sociedade.
A Secretaria de Mulheres destaca que romper com a cultura da violência exige participação ativa, debate e transformação social, um desafio que envolve todas e todos.