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Sisejufe, UFRJ e entidades do RJ se reúnem com Frente Nacional IA com Direitos Sociais para articular encontro estadual

Reunião aconteceu por meio remoto, no dia 26/1; segundo encontro virtual aconteceu nesta segunda, 2/2.

Entidades sociais, sindicais e acadêmicas do Rio de Janeiro participaram, no dia 26 de janeiro, de uma reunião virtual com a Coordenação Nacional da Frente por Inteligência Artificial com Direitos Sociais para dar início à articulação da I Conferência Estadual sobre o tema. O encontro foi realizado pela representação do Rio de Janeiro na coordenação nacional, tendo à frente da organização a coordenadora da Fenajufe e diretora do Sisejufe, Fernanda Lauria, e a superintendente-geral de Tecnologia da Informação e Comunicação da UFRJ, Ana Maria Ribeiro.

A reunião teve como objetivo principal discutir a organização e a mobilização para a conferência estadual, que se insere no desdobramento da I Conferência Nacional por Inteligência Artificial com Direitos Sociais, realizada nos dias 2 e 3 de outubro de 2025, em São Bernardo do Campo. A conferência nacional teve como eixo central a construção de caminhos concretos para a defesa da classe trabalhadora, da juventude e da soberania nacional diante do avanço acelerado das novas tecnologias.

O compromisso da Frente é expandir o debate em todo o país, por meio da realização de conferências estaduais e regionais, ampliando a mobilização e aprofundando a discussão sobre os impactos da inteligência artificial no mundo do trabalho e na sociedade.

A reunião foi mediada por Fernanda Lauria e Ana Ribeiro. A conversa também teve participação de destaque do presidente do Instituto Nacional por Inteligência Artificial com Direitos Sociais (Iniads Brasil) e membro da Coordenação Nacional da Frente por Inteligência Artificial com Direitos Sociais, José Vital.

Estiveram presentes representantes de diversas entidades sociais, sindicatos, associações e universidades. Pelo Sisejufe, participaram ainda os diretores Ricardo Soares, Juliana Avellar, Iuri Peixoto e Anny Figueiredo, além da assessora política Vera Miranda.

Durante o encontro, cada participante se apresentou e deu sugestões para a construção do evento no Rio de Janeiro.

Experiência nacional

José Vital contextualizou o surgimento e a estrutura da Frente, ressaltando que a coordenação nacional foi constituída durante a primeira conferência nacional. Segundo ele, o Iniads Brasil atua como base institucional da Frente. “Na primeira conferência nacional, foram indicadas quinze instituições para compor a coordenação. Hoje, já temos aqui representantes de cinco delas, dialogando para colaborar e apoiar a organização do encontro no Rio de Janeiro”, afirmou.

Desafios do avanço tecnológico

Ao destacar os desafios impostos pelo avanço tecnológico, Fernanda Lauria chamou atenção para a velocidade com que a inteligência artificial vem sendo implementada, sem a devida preocupação com os direitos sociais. “As novas tecnologias avançam numa velocidade absurda, mas com foco no lucro das grandes corporações. Se não interferirmos nesse processo, seremos simplesmente atropelados”, alertou.

Fernanda ressaltou a importância de os sindicatos e movimentos sociais se organizarem para intervir de forma concreta nesse debate.

Papel das universidades e formação política

Ana Maria Ribeiro, da UFRJ, explicou o caráter plural da Frente, que reúne organizações sindicais, sociais, estudantis e instituições acadêmicas. Ela lembrou que universidades federais e estaduais tiveram papel central desde a conferência nacional. “O nosso objetivo aqui é conhecer a experiência de outros estados e assumir a tarefa de organizar um primeiro encontro estadual no Rio de Janeiro, com foco na formação e no conteúdo. Não somos contra a inteligência artificial; somos a favor da IA com direitos sociais”, destacou.

Impactos no Judiciário

A assessora política do Sisejufe, Vera Miranda, enfatizou a relevância do debate para o Judiciário, setor que vem aprofundando o uso de novas tecnologias e apostando fortemente na inteligência artificial. Segundo ela, a ausência de critérios e de curadoria no uso dessas ferramentas pode gerar impactos negativos tanto para os trabalhadores quanto para a população. “A IA utilizada sem critérios traz riscos importantes, além de aprofundar a exclusão de quem já está à margem desse processo”, afirmou.

Propostas para o encontro no RJ

José Vital apresentou a experiência da conferência pioneira realizada no Ceará, em 2024, que inspirou a conferência nacional, e compartilhou sugestões para o encontro no Rio de Janeiro.

Vital também informou que, na conferência nacional, foi deliberada a realização de conferências estaduais entre março e junho de 2026. Além do Rio de Janeiro, já há sinalização de organização em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Pará. .

Encaminhamentos

Como principal encaminhamento, foi definida a formação de uma comissão organizadora, com um representante de cada entidade, sem prejuízo da inclusão posterior de outras organizações interessadas.

A primeira reunião da comissão foi realizada na noite desta segunda-feira (2/2), quando foi definido que a conferência estadual será realizada no dia 30 de março, no Salão nobre do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

O próximo encontro será no dia 10 de fevereiro, também em formato online.

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