Dirigentes do Sisejufe e de sindicatos parceiros intensificam o diálogo com parlamentares em busca de apoio à derrubada do veto 45, que trata da recomposição salarial das servidoras e servidores do Poder Judiciário da União (PJU). Na tarde desta segunda-feira (23/2), foi realizada reunião com Renan Porcaro de Bretas, assessor da deputada do PT/MG Ana Pimentel. A conversa foi articulada por Paula Meniconi, que é sindicalizada ao Sisejufe e coordenadora da Fenajufe.
O veto parcial retirou os dispositivos que garantiam reajustes de 8% em 1º de julho de 2027 e 1º de julho de 2028. Com isso, a Lei nº 15.293/2025, originada do PL 4750/25, assegura, por ora, apenas o reajuste de 8% a partir de julho de 2026. A Fenajufe elaborou um parecer jurídico com embasamento técnico que demonstra a viabilidade da derrubada do veto. Este documento foi encaminhado ao gabinete da deputada Ana Pimentel.
Além de Paula Meniconi, participaram da reunião a presidente do Sisejufe, Lucena Pacheco Martins; a diretora do sindicato e coordenadora-geral da Fenajufe, Soraia Marca; as coordenadoras da Federação Arlene Barcellos e Sandra Dias; o coordenador do Sindjuf/PB, Valter Campelo; e a diretora do Sindiquinze Maria Martha Santos.
Os dirigentes reiteraram a luta no Congresso durante toda tramitação do PL 4750/25, que foi aprovado sem restrições nas duas Casas legislativas, com a recomposição de perdas salariais para 2026, 2027 e 2028, sendo, no entanto, vetado parcialmente pelo Executivo. Os diretores informaram que o projeto não prevê nada além do que o reajuste dos servidores ativos, aposentados e pensionistas, e que esse valor está previsto na LDO do Poder Judiciário, que tem orçamento próprio. A coordenadora Soraia Marca alertou que, se o veto for mantido, a rubrica orçamentária do reajuste dos servidores poderá, injustamente, ser direcionada à magistratura.
Renan se comprometeu a levar os argumentos dos dirigentes à deputada Ana Pimentel.