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Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro - Telefone: (21) 2215-2443

Deu na Imprensa: Servidor do TRF-2 intimida denunciantes de desembargador acusado de assédio sexual e moral

Sindicato pede afastamento de servidor que trabalha no gabinete do desembargador Guilherme Diefenthaeler, afastado do TRF-2 por denúncias de assédio

TRF-2 — Foto: Divulgação

A colunista do jornal O Globo, Bela Megale, publicou, nesta segunda-feira (24/3), nota informando que o Sisejufe solicitou ao Conselho da Justiça Federal (CJF) o afastamento de um servidor que trabalha no gabinete do desembargador Guilherme Diefenthaeler. Como informou a coluna na semana passada, o magistrado que integra o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) foi afastado cautelarmente do cargo, por 15 dias, devido a acusações de assédio moral e sexual por pessoas que trabalharam com ele nos últimos anos. Ele é alvo de uma investigação interna do CJF.

Na peça encaminhada nesta segunda-feira ao corregedor-geral de Justiça, Felipe Salomão, o sindicato relata que um servidor lotado no gabinete de Guilherme Diefenthaeler entrou em contato com o gabinete de outro desembargador, questionando se funcionários deste magistrado foram depoentes no processo sigiloso do CJF.

No contato, ele afirmou que as iniciais dessas testemunhas e vítimas constavam no procedimento disciplinar que apura as denúncias de assédio sexual e moral que teriam sido praticados por Guilherme Diefenthaeler. O sindicato destaca que houve uma “clara tentativa de identificação e intimidação dos denunciantes, testemunhas e vítimas dos fatos sob apuração”.

Diante disso, o Sisejufe pediu ao Conselho da Justiça Federal que afaste o servidor que fez o contato. A entidade ainda solicitou que o CJF avalie a possibilidade de apreender o seu computador de trabalho, já que os fatos indicam que ele teve acesso a documentos sigilosos do processo.

O sindicato destaca que a tentativa de identificar as testemunhas e vítimas que denunciaram Guilherme Diefenthaeler “causou grande preocupação aos servidores ouvidos”, pois eles temem “sofrer retaliações, o que por certo também pode comprometer a eficiência da apuração”.

O Sisejufe acompanha esse caso desde 2016, quando uma servidora que trabalhava com Diefenthaeler procurou a direção do sindicato para relatar os casos de assédio. Posteriormente, mais alguns servidores também participaram de reuniões com a diretoria do sindicato para falar sobre as denúncias.

Os argumentos do CJF para afastar o desembargador do posto foram a gravidade das acusações, a garantia da lisura do processo e a necessidade de evitar a intimidação das testemunhas, situação que costuma ocorrer nesses casos. O Sisejufe apontou que, mesmo com o afastamento, as pressões sobre os denunciantes estão em andamento.

Fonte: O Globo

 

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