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Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro - Telefone: (21) 2215-2443

Capacitação em direção defensiva prepara oficiais de justiça para situações de risco

Treinamento promovido pelo TRF2 combinou conteúdo teórico e atividades práticas voltadas à prevenção de acidentes e à segurança no cumprimento de mandados

Oficiais de justiça participaram, nos dias 29 e 30 de setembro, de uma capacitação em Direção Defensiva promovida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Com atividades teóricas e práticas, o treinamento abordou técnicas de condução segura, prevenção de acidentes e preparação para situações de risco que podem surgir durante o cumprimento de ordens judiciais.

A formação foi promovida pelo Departamento da Polícia Judicial (DPJUD), por meio da Seção de Protocolo, Instrução e Treinamento (SEPRIT), do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do TRF2. Com carga horária de 12 horas, o curso foi realizado presencialmente e é válido para Adicional de Qualificação (AQT) e Promoção Funcional.

Os instrutores Alexandre Viegas Bravo e Carlos Augusto do Nascimento Bachschmied conduziram as atividades, que uniram conhecimentos sobre trânsito e funcionamento dos veículos a exercícios práticos de condução e resposta a situações adversas.

Previsão e decisão

No primeiro dia, realizado no auditório do TRF2, os oficiais receberam orientações sobre os fundamentos da direção defensiva. Entre os elementos trabalhados estavam conhecimento, atenção, habilidade, previsão e decisão.

O conteúdo incluiu conhecimentos sobre legislação e normas de trânsito, particularidades dos veículos e condições adversas. A atenção foi outro ponto central, com orientações para que o condutor mantenha a mente alerta e observe continuamente a sinalização, o comportamento de outros motoristas e pedestres e as condições do ambiente.

Também foi abordado o uso do celular ao dirigir, apontado durante a formação como um importante fator de risco, por comprometer o tempo de reação, a frenagem e a capacidade de desviar de obstáculos.

O curso trabalhou ainda a capacidade de previsão, tanto no planejamento de uma rota e na avaliação das condições de trânsito e do veículo quanto na identificação de situações inesperadas durante o deslocamento. Entre os exemplos apresentados estavam veículos saindo de residências, passageiros desembarcando de ônibus, ciclistas em cruzamentos e pessoas dentro de veículos estacionados.

A orientação central foi: prever o perigo, decidir o que fazer e agir a tempo.

Teoria colocada em prática

No segundo dia, os conhecimentos foram levados para a prática no Museu Aeroespacial. Antes dos exercícios de condução, os participantes receberam noções de mecânica e de funcionamento dos veículos.

Em seguida, os oficiais se revezaram em diferentes manobras, incluindo slalom, com condução em zigue-zague entre cones, exercícios em marcha a ré, frenagem brusca e manobra em K.

A atividade também incluiu uma simulação de abordagem de um criminoso. Apresentada de forma inesperada, a situação colocou os participantes diante de um cenário de estresse e exigiu uma resposta rápida em uma circunstância de risco.

Para a oficial de justiça e representante de base do Sisejufe, Mariana Liria, que participou da capacitação, a experiência foi importante por dialogar diretamente com situações que podem ocorrer durante o exercício da função.

“São conceitos e práticas que, às vezes, numa situação de risco, fazem toda a diferença. A gente está muito exposto a risco”, afirmou.

Segundo Mariana, os oficiais de justiça convivem com diferentes situações de vulnerabilidade durante o cumprimento de mandados e precisam estar preparados para reagir com segurança.

A realização do treinamento também atende a uma demanda antiga do oficialato. Segundo Mariana, uma capacitação semelhante havia sido realizada em 2017 e, desde então, os servidores aguardavam novas oportunidades de formação. Ela espera que o treinamento seja oferecido com mais frequência.

Atuação da Polícia Judicial

Mariana também fez questão de reconhecer a atuação dos agentes de polícia judicial que participaram da formação.

“Os instrutores foram dedicadíssimos, ensinaram técnicas que podem salvar vidas dos servidores e fizeram um trabalho impecável.”

A avaliação reforça a importância da integração entre diferentes áreas para a promoção da segurança no exercício das funções do Judiciário.

Veja mais fotos sobre a capacitação:

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