Neste Dia Internacional da Mulher, as mulheres foram à luta! Em 8 de março de 2026, milhares de mulheres ocuparam a orla da Praia de Copacabana durante as manifestações do 8M. A mobilização reuniu participantes de diversas gerações, unidas pelo fim do feminicídio e violência de gênero, além de cobrar investimentos públicos voltados à igualdade.
O Sisejufe esteve representado pela presidente, Lucena Pacheco Martins, e pelas diretoras Anny Figueiredo (secretária de Mulheres), Michelle Maranhão, Renata Oliveira, Carla Nascimento, Neli Rosa e Márcia Conte, além da assessora política Vera Miranda.
Mulheres na luta pela igualdade e segurança de viver
O ato foi marcado por reivindicações de urgência, como criminalização de grupos que propagam ódio contra mulheres, a expansão das licenças-maternidade e paternidade, a criação de linhas de financiamento para mulheres empreendedoras e a implementação de ambientes educacionais mais inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes. Além disso, o fim da escala 6×1 também foi citado.
Dados assustadores: Brasil bate recorde de feminicídios
Em 2025, o Brasil registrou um trágico recorde: atingiu o maior número de feminicídios desde a tipificação de crime, em 2015. No total, 1.568 mulheres foram mortas por razões de gênero, o que representa um aumento de 4,7% em relação a 2024, que também havia batido recorde. É uma média de 4 mulheres assassinadas por dia.
No ato, as mulheres relembraram casos recentes, como a morte de Tainara Souza Santos, atropelada por um ex-companheiro, e o estupro coletivo de uma adolescente, ocorrido em Copacabana, local onde a força feminina tomava conta no 8M.
Durante a caminhada, em meio à faixas com frases como “Lute como uma mulher”, e o batuque feminino, as participantes entoaram uma adaptação da música “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, de Sérgio Sampaio: “Eu quero é andar sem medo nas ruas. Chega! Queremos viver!
Eu quero é ficar sem medo em casa. Chega! Queremos viver!”, cantavam em resistência.
Presença masculina na luta contra a violência de gênero
A presença masculina foi incentivada e bem-vinda no ato, como uma forma de apoio às mulheres contra a violência de gênero. Nas redes do Sisejufe, os homens, diretores e representantes de base, compõem uma campanha como um chamado de responsabilização: combater a violência contra a mulher é uma responsabilidade de TODOS NÓS! A secretária da secretaria de mulheres do sindicato, Anny Figueiredo, pontua a importância da participação masculina na causa: “Quando homens se posicionam publicamente contra o machismo, a misoginia e todas as formas de violência, contribuem para construir uma sociedade mais justa e igualitária”, começa a dirigente.
“O 8 de março é dia de memória, resistência e compromisso com a luta das mulheres por direitos, dignidade e respeito. Seguimos juntas e juntos, fortalecendo essa caminhada coletiva”, finaliza Anny.
A diretora Neli Rosa, secretária de Aposentados e Pensionistas, celebrou a data, que é marcada por uma luta histórica: “Somos mulheres guerreiras e extremamente fortes. Merecemos celebrar nossa luta e nossa trajetória com muita alegria. Somos importantes, sim. Parabéns a todas as mulheres, em especial as aposentados e pensionistas”, diz.