A Secretaria de Mulheres do Sisejufe convida as servidoras do Judiciário Federal e as mulheres em geral para o Ato 8M, que será realizado no próximo domingo, 8 de março, na Praia de Copacabana, marcando o Dia Internacional de Lutas das Mulheres.
A concentração será às 10h, na Avenida Atlântica, altura do Posto 3.
As manifestantes estarão em luta pela vida das mulheres e crianças; contra o feminicídio; por mais orçamento para políticas públicas e seu enfrentamento; pela soberania dos povos; contra o imperialismo e o fascismo; pelo fim da escala 6×1 e pelo bem viver.
“O 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é uma data de memória, resistência e reafirmação da luta histórica das mulheres por direitos, dignidade e igualdade. Mais do que homenagens, este dia simboliza a trajetória de mulheres que enfrentaram a exploração, a violência e a exclusão para conquistar espaços na sociedade, no trabalho e na política. A data reforça que os direitos das mulheres são resultado de mobilização coletiva e permanente. Ainda hoje, persistem desigualdades salariais, violências e barreiras que limitam a plena participação feminina em todos os espaços de poder e decisão. Celebrar o 8 de março é reconhecer conquistas, mas sobretudo renovar o compromisso com a construção de uma sociedade justa, onde todas as mulheres possam viver com liberdade, respeito e autonomia. É um chamado à continuidade da luta por direitos e por uma vida sem violência e discriminação”, ressalta a secretária de Mulheres, Anny Figueiredo.
Mais sobre a data:
O Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, tem origem nas mobilizações de mulheres trabalhadoras no início do século 20, em meio às lutas por melhores condições de trabalho, direitos políticos e igualdade jurídica. A data foi oficializada em 1975 pela Organização das Nações Unidas, mas sua construção histórica é anterior.
Nos Estados Unidos, em 1909, cerca de 15 mil mulheres marcharam pelas ruas de Nova York reivindicando redução da jornada de trabalho, melhores salários e direito ao voto. A mobilização ficou conhecida como o primeiro “Dia Nacional das Mulheres” no país.
Na Europa, o debate avançou no interior do movimento socialista. Em 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a dirigente alemã Clara Zetkin propôs a criação de uma jornada anual de manifestações das mulheres, sem definição inicial de uma data específica, com o objetivo de articular internacionalmente as reivindicações femininas.
Em 1911, a data foi celebrada pela primeira vez em países como Alemanha, Áustria e Dinamarca. No mesmo ano, o incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist Company, em Nova York, que resultou na morte de 146 trabalhadores — em sua maioria mulheres —, evidenciou as condições precárias do trabalho industrial da época.
O 8 de março consolidou-se como referência após as manifestações de operárias na Rússia, em 1917, contra a fome e a Primeira Guerra Mundial. O protesto ocorrido em 23 de fevereiro pelo calendário russo corresponde ao 8 de março no calendário gregoriano, adotado posteriormente.
Segundo a socióloga Eva Blay, a institucionalização da data pela ONU, em 1975, teve como objetivo reconhecer as conquistas sociais, políticas e trabalhistas das mulheres e reforçar o debate internacional sobre igualdade de gênero.
Atualmente, o 8 de Março é marcado por diferentes formas de mobilização ao redor do mundo, mantendo sua referência histórica às lutas das mulheres no contexto do trabalho e da organização social. No Brasil, a data é marcada por protestos nas principais cidades do país, com reivindicações sobre igualdade salarial e combate à violência contra a mulher, em especial o feminicídio.
Imprensa Sisejufe, com informações do site Geledés