Há 62 anos, o Golpe de 1964 deu início a um dos períodos mais violentos e autoritários da história do país. A ruptura institucional culminou na deposição do presidente João Goulart e na instalação de uma ditadura militar que se estendeu até 1985.
Ao longo de 21 anos, o Brasil viveu sob um regime que restringiu liberdades, suprimiu direitos e perseguiu opositores. Prisões arbitrárias, exílios, censura, tortura e assassinatos marcaram a vida de milhares de brasileiras e brasileiros. Os chamados “anos de chumbo” deixaram marcas profundas, com a institucionalização da violência de Estado e o silenciamento de vozes dissidentes.
O 31 de março de 1964 remete a um dos capítulos mais sombrios da história nacional. Relembrar essa data é reafirmar o compromisso com a preservação da memória, da verdade e da justiça, princípios fundamentais para que violações como essas nunca mais se repitam.
Nas últimas décadas, iniciativas como a Comissão Nacional da Verdade e o Grupo Tortura Nunca Mais têm desempenhado papel essencial na reconstrução histórica e na luta por responsabilização.
O Sisejufe se soma a esse compromisso coletivo, destacando a importância da defesa permanente do Estado Democrático de Direito. Episódios recentes, como os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, evidenciam que a vigilância deve ser contínua.
Golpe não se comemora. Ditadura nunca mais. Democracia sempre.