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Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro - Telefone: (21) 2215-2443

Envio de e-mail – STF

Sua participação faz a diferença. Em poucos cliques, você envia uma mensagem diretamente aos dirigentes, cobrando respostas concretas às reivindicações da categoria.

Leia a carta, preencha o formulário abaixo e clique no botão ENVIAR:

Excelentíssimos(as) ministros(as), diretor-geral e presidente do Supremo Tribunal Federal,

O Supremo Tribunal Federal tem a missão constitucional de garantir a supremacia da Constituição, a segurança jurídica, os direitos fundamentais e a integridade do Estado Democrático de Direito. Também tem, entre seus compromissos institucionais, a prestação jurisdicional eficiente e o cidadão como centro de suas políticas e práticas de gestão.

Essa missão, porém, não se realiza apenas nas sessões de julgamento ou nas decisões da Corte. Ela depende, todos os dias, do trabalho das servidoras e dos servidores que atendem a população, movimentam os processos, executam as decisões judiciais, desenvolvem soluções administrativas e sustentam o funcionamento do Poder Judiciário da União. Não há prestação jurisdicional eficiente nem foco no cidadão sem profissionais valorizados.

O STF, no entanto, não exerce apenas a função de guardião da Constituição. Também é o órgão de cúpula administrativa do PJU. Cabe à sua Presidência dirigir a administração do Tribunal, definir prioridades institucionais, conduzir a política orçamentária e, principalmente, exercer a iniciativa legislativa para encaminhar ao Congresso Nacional os projetos de lei relativos à carreira e à remuneração das servidoras e dos servidores.

Por isso, a valorização da carreira não pode ser tratada como uma pauta secundária ou alheia à atuação da Presidência. É parte de sua responsabilidade constitucional, administrativa e institucional.

Sem essa iniciativa constitucional, não existe projeto de reestruturação da carreira tramitando no Congresso Nacional. A categoria pode construir propostas, os sindicatos podem negociar, o Fórum Permanente de Carreira pode deliberar e o Conselho Nacional de Justiça pode elaborar estudos, mas transformar essas reivindicações em lei depende da atuação efetiva da Presidência do STF.

A categoria fez sua parte. Construiu coletivamente uma proposta de reestruturação da carreira, participou dos espaços de diálogo instituídos, apresentou suas reivindicações ao Supremo e aguardou o cumprimento dos compromissos assumidos.

Agora é o momento de o STF agir.

Embora a iniciativa legislativa seja uma atribuição da Presidência, a valorização das servidoras e dos servidores é uma responsabilidade institucional que envolve toda a Corte e sua administração superior. Cada ministro e cada dirigente contribui para definir as prioridades do Poder Judiciário e pode fortalecer esse compromisso.

O tempo da espera acabou. Chegamos ao limite. Queremos ser ouvidos. Queremos respostas concretas. Não aceitaremos mais a inércia diante das demandas das servidoras e dos servidores do Poder Judiciário da União.

Lutamos por:

• defesa da derrubada do Veto nº 45, para garantir os direitos retirados da categoria;

• encaminhamento imediato ao Congresso Nacional do anteprojeto de reestruturação da carreira, construído pela Fenajufe, debatido com a categoria e entregue ao STF, conforme compromisso assumido pela administração da Corte;

• criação do auxílio-nutrição para aposentadas, aposentados e pensionistas;

• regulamentação da negociação coletiva no Poder Judiciário da União, nos moldes do que vem sendo construído para os servidores do Poder Executivo;

• participação das entidades representativas das servidoras e servidores, com direito a assento, no grupo de trabalho que discutirá a reestruturação do Judiciário.

A categoria espera que o STF cumpra os compromissos assumidos, apresentando respostas concretas às reivindicações das servidoras e dos servidores.

Já conquistamos, por meio da mobilização e da negociação, avanços importantes, como o reconhecimento do Nível Superior, a reformulação do Adicional de Qualificação, a primeira parcela da recomposição salarial, o restabelecimento da parcela absorvida dos Quintos e o reajuste dos benefícios. Mas ainda há muito a avançar.

Nossa disposição para o diálogo permanece. Nossa disposição para esperar indefinidamente, não.

Esperamos que essa responsabilidade constitucional seja exercida com a urgência que o momento exige.

Atenciosamente,

Um(a) servidor(a) do Poder Judiciário da União