Alto contraste Modo escuro A+ Aumentar fonte Aa Fonte original A- Diminuir fonte Linha guia Redefinir
Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro - Telefone: (21) 2215-2443

Deu na Imprensa – Evangélicos travam votação de projeto de armas na Câmara

Brasília – Uma queda de braço entre a bancada da bala e evangélicos na Câmara dos Deputados tem atrasado a votação de um projeto que altera e regulamenta a posse e o porte de armas. A proposta, do Executivo, está na pauta da Câmara há semanas, mas não há acordo para votá-la.

Relatado por Alexandre Leite (DEM-SP), o projeto aumenta as situações em que o porte de armas é permitido, inclusive para os CACs — colecionadores, atiradores esportivos e caçadores. O trecho criticado pelos evangélicos é a permissão de que cidadãos comuns possam registrar até seis armas.

Leia : Após decretos de Bolsonaro, país chega a 1 milhão de armas registradas

Defensores da proposta dizem que ela apenas formaliza o que já é praticado hoje pelas autoridades. A lei atualmente não tem um limite expresso, mas traz um caráter restritivo. Os evangélicos, porém, dizem que só entrarão em acordo com o texto quando o número diminuir para no máximo três armas.

Leia : No Rio, vendas de armas de fogo dobram em loja especializada

O presidente da frente parlamentar evangélica, Silas Câmara (Republicanos-AM), diz que a bancada não tem uma posição fechada sobre o assunto, mas que ele estima que tem o apoio de ao menos 70 deputados na ideia de reduzir a quantidade de armas.

— Nós estamos lutando para ser três (armas). Nossa frente são 105 (deputados), não posso garantir que traremos os 105, mas nosso entendimento numa questão dessas faz muita diferença — diz Silas Câmara.

O texto também diminui de 25 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas e permite o porte para os maiores de 25 anos que comprovem estar sob ameaça, entre outras alterações que ampliam o acesso.

PUBLICIDADE

Na sessão desta quarta-feira, após pressão dos evangélicos e da oposição, a votação foi adiada para a próxima terça-feira. Centrão e oposição fizeram um acordo para restringir a proposta a apenas um artigo do relatório de Alexandre Leite, o que trata das regras para colecionador, atirador e caçador. Dessa forma, o trecho polêmico das seis armas não seria incluído.

Os apoiadores do projeto original vão tentar recuperar trechos do texto por meio de emendas, mas há resistência em relação à proposta. Durante a semana, partidos do centrão se uniram à oposição para barrar a votação. A regulamentação do porte e da posse de armas  é uma das principais bandeiras de Jair Bolsonaro desde a campanha eleitoral.

O centrão também estava interessado em atrasar a votação nessa semana para mandar um recado ao governo, que tem demorado para pagar as verbas prometidas a prefeituras indicadas por deputados na negociação da reforma da Previdência. Cada um tem até R$ 20 milhões para receber até o final deste ano.

Fonte: O Globo

Últimas Notícias