SINDICATO DOS SERVIDORES DAS JUSTIÇAS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Economistas defendem a Previdência Social e se posicionam contra a proposta do Governo Bolsonaro

20190514_113453A diretora do Departamento de Aposentados e Pensionistas, Neli Rosa, esteve em Brasília participando do Encontro de Economistas em Defesa da Previdência Social, realizado nessa terça-feira (14/5), na Câmara dos Deputados. Ela está convencida de que é necessário conversar com a população para convencer a sociedade como um todo de que não há motivos para a Reforma, pois não há deficit no sistema. “Os meios de comunicação, principalmente a Globo e Record, só divulgam informações  que vêm do governo, prejudicando principalmente os mais pobres”, analisou.

O coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, que promoveu o evento, senador Paulo Paim (PT-RS), diz que os esforços são para mostrar que as mudanças propostas pelo governo sequer são necessárias, já que o deficit registrado nos últimos anos se deve à queda na arrecadação por conta da alta do desemprego. “Se fizerem o encontro de contas, não apenas nos últimos dois anos, não há deficit. Todos os economistas dizem que a Previdência está quebrada, falida, e que não vai dar certo nunca. Esse manifesto diz exatamente o contrário”, afirmou.

Para a professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Denise Gentil, a proposta, ao contrário do que diz o discurso oficial, “elegeu a injustiça como lema”. “Não existe possibilidade dessa reforma ser neutra, nem de promover um sacrifício igual para todos. O ajuste fiscal, no Brasil, é para pobres, é opressão fiscal. A classe média parece ainda não ter entendido completamente o que essa reforma vai fazer com suas vidas e uma parte insiste em apoiar. Os mais ricos permanecerão intocáveis pelo ajuste fiscal.”

Proposta prejudica principalmente trabalhadoras e trabalhadores negros 

Segundo a economista da consultoria Necton Camila de Caso, a reforma do governo Bolsonaro é racista, “porque prejudica principalmente trabalhadoras e trabalhadores negros que sofrem muito mais com o desemprego, precarização e informalidade no mercado de trabalho.” Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad, do IBGE), ela citou que boa parte da  população negra vive na informalidade, e esse grupo responde por quase 60% dos desocupados do país, o que quer dizer que terão muito mais dificuldade de cumprir os critérios de tempo de contribuição definidos na dita “reforma”.

Também participaram do Encontro o professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Pedro Rossi, o economista Eduardo Moreira, Por fim, os economistas da Unicamp Eduardo Fagnani e Guilherme Mello também ressaltaram que as mudanças nas aposentadorias delineadas por Guedes são “mais uma peça” no processo de destruição do Estado Brasileiro e “o maior ataque contra o povo brasileiro em toda a nossa história”.

A segunda mesa foi composta pelo presidente do Cofecon, Wellington Leonardo da Silva; pela professora adjunta do Instituto de Economia da UFRJ Esther Dweck; e pelos professores da Unicamp Marco Antonio Rocha e Pedro Paulo Bastos.

Aumento de Alíquota

Antes, a diretora do Sisejufe participou da reunião mensal do Mosap. Foi informado que entidade está atuando junto aos parlamentares, pois há boatos de que com a aprovação da PEC 6, a alíquota de desconto para os servidores públicos aposentados passaria de 11% para 14%. O encontro foi rápido para que os integrantes pudessem participar da atividade da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social.

 

Com informações da Redação RBA