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RODRIGO MAIA DEFENDE prioridade para reforma da Previdência durante abertura do ano legislativo

O presidente Rodrigo Maia defendeu um diálogo transparente com a sociedade para sair da crise

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reafirmou na abertura do ano legislativo, nesta segunda-feira (5), que a votação da reforma da Previdência (PEC 287/16) deve ser uma prioridade.

Para Maia, não há mais justificativa para adiar a análise da matéria. Ele avalia que os estudos apresentados estão bem embasados e que os números não deixam dúvida quanto à urgência do tema.

“A sociedade vem clamando de todos nós por um Brasil mais simples e mais igual. Igual entre o poder público e o setor privado, uma previdência pública que garanta aos servidores públicos os mesmos direitos do trabalhador mais simples que ganha um salário mínimo” disse Maia, durante a sessão conjunta (Câmara e Senado) de abertura do ano legislativo.

Ainda sobre a reforma da Previdência, Maia acrescentou que não há constrangimento algum em defendê-la. “A reforma da Previdência, de forma nenhuma, está colocada para beneficiar alguém. Ela vem para garantir igualdade e é essa igualdade que a sociedade está esperando da política brasileira”, completou Maia.

Finanças públicas
Outro tema prioritário apontado pelo presidente da Câmara é a recomposição das finanças públicas. Maia defendeu uma revisão das despesas obrigatórias previstas no Orçamento e de incentivos fiscais, benefícios tributários e desonerações.

“Não é só a Previdência. 100% do orçamento da União está comprometido. Reformar as despesas do estado é o único caminho. É por isso que eu tenho dito: ninguém governará o Brasil no próximo ano se as reformas das despesas não forem feitas”, disse o presidente da Câmara.

Citando como exemplo a crise financeira e de segurança por que passa o Rio de Janeiro, seu estado, Maia falou ainda sobre encontro com governadores na tarde desta segunda-feira na residência oficial da Câmara dos Deputados. “A situação de todos é cada vez pior e quem paga a conta é o cidadão comum”, disse.

Extrema pobreza
Maia defendeu um diálogo mais transparente com a sociedade. “A gente não vai melhorar a vida daqueles quatro milhões de brasileiros que voltaram para extrema pobreza por causa da crise que vivemos fazendo o discurso fácil. A gente vai tirar essas pessoas da pobreza se nós falarmos a verdade”, finalizou Maia.

O presidente da Câmara defendeu, por fim, que algumas privatizações, como a da Eletrobras, podem melhorar os investimentos públicos e a eficiência das empresas públicas.

A Câmara analisa duas propostas que autorizam a privatização da Eletrobras (Medida Provisória 814/17 e Projeto de Lei 9463/18, do Executivo).

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