SINDICATO DOS SERVIDORES DAS JUSTIÇAS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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#OcupaBrasília: Violência policial marca manifestações contra as Reformas na capital federal

 

WhatsApp Image 2017-05-24 at 16.36.15Em Brasília, protesto marcado para acontecer na tarde de hoje (24/05) pede a imediata saída do presidente Michel Temer do seu cargo. São 25.000 manifestantes, segundo a Polícia Militar e 100.000 pessoas, de acordo com os organizadores. A caravana do Sisejufe para o #OcupaBrasília é composta de diretores e servidores que participaram da Marcha dos Trabalhadores. O clima já é bastante tenso na capital da República e os relatos que nos chegam são de muita repressão policial e violência contra os manifestantes que estão nas ruas lutando pelos direitos de todos os trabalhadores, contra as reformas nefastas que propõe o governo federal.

A servidora Mônica Santana nos conta que até mesmo a comunicação está difícil durante o ato na Esplanada dos Ministérios. “A nossa internet está sendo cortada a cada instante, as operadoras de telefonia celular adotam esse tipo de prática para nos impedir de denunciar o golpe em curso no Brasil e a tentativa de implantar na marra as reformas neoliberais”, disse ela. Enquanto isso, a polícia promove investidas contra a população e tenta de todas as formas dispersar a multidão que se manifesta. “Helicópteros sobrevoam a todo instante, eles disparam capsulas de bombas de gás do alto, há muitas pessoas feridas e asfixiadas com tanto gás”, relatou.

A manifestação já tinha acabado, quando a diretora do Sisejufe Fernanda Lauria e o servidor Lucas Costa avistaram a policia agredindo cerca de 20 estudantes, que estavam apenas sentados naquele momento.  “Começamos a fazer uma transmissão ao vivo na esperança de causar constrangimento mas, em seguida, o telefone foi arrancado da minha mão. Fui revistada por uma policial, que revirou a minha bolsa” relatou Fernanda.

Na sequência, a polícia mandou que a dupla ficasse com as pernas abertas e as mãos cruzadas atrás da cabeça (em posição de revista), sob gritos e ameaças. “Um policial então grita para eu olhar para frente e bate com a ponta do cassetete nas minhas costelas e, de repente, um outro policial borrifa spray de pimenta nos nossos rostos”, contou  Fernanda. O policial que comandava o grupamento mandou que os vídeos fossem imediatamente apagados, mas Lucas esclareceu que transmissão havia sido feita ao vivo.

Com o rosto e corpo ardendo, Fernanda contou o apoio de jovens. “Toda essa solidariedade que recebi das adolescentes me faz ter esperanças em um mundo melhor e reforça minha convicção de que vale a pena lutar contra este Estado de exceção.”

Até 31 de maio o Exército tem autorização para intervir

Até 31 de maio o Exército tem autorização para intervir

Houve autorização do presidente interino Michel Temer para a atuação das Forças Armadas, o uso de operações de Garantia de Lei e da Ordem foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira. “Fica autorizado o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal, no período de 24 a 31 de maio de 2017”, diz o texto.

 

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Exército já foi acionado e está de prontidão no Planalto

Hoje a maior pauta política do Sisejufe é estar presente nas ruas, em frente ao Congresso Nacional, resistindo. A manifestação é liderada por movimentos sindicais e sociais pela derrubada das reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso e a saída do presidente, com um pedido de eleições diretas.

O Congresso Nacional está cercado por grades e por PMs. Há bastante tumulto no local. Ontem (23/05) a caravana Sisejufe resistiu em sair do plenário durante a leitura do relator da proposta de Reforma Trabalhista (PLC 38/2017) durante a Audiência Pública da CAE – Comissão de Assuntos Econômicos no Senado.

No Rio de Janeiro

A situação também é tensa no Rio. Por todo o centro da cidade estão ocorrendo manifestações contra medidas autoritárias do governo do Estado. Na Cinelândia, ocorre agora um protesto popular contra as Reformas, mesmo com o tropa de choque espalhando o terror nas adjacências.

 

Por Aline Souza – Imprensa Sisejufe

Com informações do El País

 

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