SINDICATO DOS SERVIDORES DAS JUSTIÇAS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
REDES SOCIAIS
YouTube

Servidora do TRF lança livro infantil no dia 29 de novembro

 

Max Leone*

letrinhas“As letrinhas de uma menina de 11 anos foram transportadas para as páginas de um livro”. Assim, com a mais pura simplicidade, Margarete Amaral, 50 anos, servidora do Judiciário Federal  no Rio, resumiu o processo de publicação do livro que ela vai lançar em novembro. A história contada em “A Garrafa e a Rolha” nasceu na infância da técnica judiciária. E revela a conversa conflituosa entre um rolha teimosa que não queria sair do gargalo de uma garrafa inconformada. Mostra a busca de um acordo amigável para o dilema, já que a garrafa “não aguenta mais ser sufocada pela rolha”.

“Podemos ver e sentir essa sensação em nosso cotidiano – de ser sufocado por alguém ou por alguma coisa – em nossas vidas, no trabalho. Acho que todo mundo tem seu dia de rolha e de garrafa”, comenta sorridente durante a entrevista para o site do Sisejufe.  O lançamento do livro ocorrerá no dia 29 de novembro às 16h na Livraria da Travessa, que fica na Rua Voluntários da Pátria  97, em Botafogo, Zona Sul.

No livro voltado para as crianças, Margarete descreve sobre como as posições podem se inverter, provocando uma alternância de poder, e como tudo pode ser, apenas, uma questão de momento. Tudo sob a ótica e a sensibilidade de uma menina de 11 anos. “Confesso que, às vezes, ainda me sinto ora rolha, ora garrafa. Penso que não é uma questão de escolha, é apenas uma sensação”, relata.

capa livroAlém de servidora pública, atualmente lotada na Subsecretaria do Tribunal Pleno, Órgão Especial e Seções Especializadas (Subtpoese) do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), ela é arteterapeuta e usa a biblioterapia como principal instrumento de trabalho. Foi quando percebeu que poderia resgatar textos que escreveu quando ainda era pequena para contar histórias para as crianças. Mas diz que também gosta de trabalhar com os adultos os temas infantis na arteterapia.

“Eu fui uma criança muito feliz. Por isso resgatei essa história de quando era pequena e hoje conto para outras crianças. Mas quero que os pais também sintam prazer ao ler o livro”, afirma.

A autora disse que teve o cuidado de reproduzir os textos sem alterar as narrativas para que o livro fosse fiel ao original. “É claro que você percebe que foi escrito por uma criança. Na infância temos menos recursos para escrever. Por isso, o texto é tão simples”, explica Margarete, ressaltando, que, no entanto, mantém até hoje o mesmo prazer de escrever de quando era menina.

A publicação do livro, segundo ela, será um divisor de águas em sua vida. Margarete diz que tem planos para a aposentadoria: enveredar completamente pela Literatura Infantil, mas sem pensar em ganhar dinheiro com essa atividade. “Será por puro prazer mesmo. Vou continuar escrevendo para crianças”, revela.

margarete sorrisoNovos projetos já estão em produção. Após o lançamento de “A Garrafa e a Rolha”, Margarete vai se dedicar a outros livros, como o “A Menina do Pé Preto”. “A intenção é lançá-lo somente no ano que vem. Quero me dedicar ao meu primeiro livro, que é muito especial para mim. Sempre falei, desde pequena, que eu iria publicar essa primeira história. Estou realizando um sonho”, deixa escapar em meio a mais um sorriso.

O hábito de ler e escrever desde cedo, ela atribuiu aos professores de Língua Portuguesa que teve, principalmente, no Colégio Metropolitano, no Méier, na infância e adolescência. “Eles foram os principais responsáveis. Eu comecei cedo e guardava tudo que escrevia. E já fazia em forma de livro na época, com diálogos e histórias definidas. Tenho até hoje os originais que serviram de base para o primeiro livro”, informa.

A autora destaca que fez questão de “dar pitacos” também nas ilustrações tão bem produzidas pelo designer, publicitário e ilustrador Zeca Dâmasor, que é intimamente ligado às imagens e ao mundo das cores e que realizou um de seus maiores sonhos ao fazer esse livro.

 

*Da Redação

 

PRATA DA CASA – Margarete Amaral é mais um personagem que o projeto “Prata da Casa” apresenta ao funcionalismo do Judiciário Federal no Rio. Uma iniciativa do Departamento de Cultura do Sisejufe, objetiva descobrir, divulgar e dar espaço aos servidores e servidoras que possuam talentos artísticos e literários fora do serviço público. Mande sugestões de novos entrevistados para o email: imprensa@sisejufe.org.br.

Compartilhe