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Sisejufe abre espaço para discussão sobre a legalização das drogas

Seminário drogas 017

A guerra contra as drogas proibidas mata muito mais do que o consumo dessas substâncias. Essa é uma realidade comprovada pelas estatísticas, de acordo com o delegado Orlando Zaccone, que participou na noite da última quarta-feira (10/6), da palestra “A falência do proibicionismo e os caminhos rumo à legalização das drogas”, no auditório do Sisejufe. Zaccone é secretário-geral da Leap no Brasil, entidade formada por integrantes das forças policiais e da Justiça Criminal, que rebate a falência das atuais políticas antidrogas. O encontro, organizado pelo Departamento de Saúde do sindicato, teve a participação de diretores, servidores e estudantes universitários.

O delegado fez um histórico da política de combate às drogas no mundo e explicou detalhadamente a situação no Brasil. Zaccone alega que a distinção entre drogas lícitas e ilícitas é arbitrária porque não contempla nenhum embasamento científico.

“Por que Lexotan, Ritalina (droga prescrita para crianças), álcool e cigarro não são substâncias proibidas? Não tem nenhum saber que contemple essa distinção… porque a distinção entre drogas lícitas e ilícitas é uma questão política e econômica”, argumentou.

O secretário-geral da Leap lembrou que as drogas estão presentes na vida diária da população: “A grande maioria das drogas é permitida. Nós convivemos com botequins, choperias, farmácias. Vocês sabiam que a droga que mais mata no mundo é o fármaco, o remédio?”

A saída para enfrentar esse grave problema que afeta toda a sociedade, segundo Zaccone, é a descriminalização das drogas.  “A violência não é produto das drogas. É da proibição. Se descriminalizarmos as drogas, a violência institucional vai diminuir. Temos que avançar nessa discussão. O que nós vamos fazer é trazer essas substâncias que historicamente foram colocadas no campo da proibição, para o campo da regulamentação, que é o campo correto, que é onde o Estado efetivamente vai ter controle ou um pouco mais de controle. Na proibição não há controle nenhum”, diz.

Diante da pergunta da diretora do sindicato Soraia Marca, se a legalização não poderia aumentar o consumo, o delegado respondeu que, para evitar que isso aconteça, as autoridades terão de fazer campanhas educativas para explicar os males e efeitos prejudiciais das drogas.

“Foi fantástica a explanação do delegado Orlando Zaccone. Faz a gente repensar muitos conceitos em relação às substâncias lícitas e ilícitas”, avaliou a coordenadora do Departamento de Saúde, Helena Guimarães Cruz.

 

Fonte: Imprensa Sisejufe

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