SINDICATO DOS SERVIDORES DAS JUSTIÇAS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Fenajufe deliberou priorizar a pauta geral dos SPF como Campanha Salarial

Luta pela reposição das perdas inflacionárias não tem o formato definido

A Reunião Ampliada da Fenajufe do último sábado, 8 de fevereiro, foi marcada por forte debate em torno da proposta levada pelo Sisejufe de utilizar o PL 6.613/2009 como elemento central para buscar a reposição das perdas inflacionárias da categoria do período de 2006 até os dias atuais. A proposta de utilizar o referido projeto de lei para iniciar a mobilização já na segunda quinzena de fevereiro, culminando com o movimento de greve no início de março, para que se aproveitasse o curto tempo negocial do ano de 2014 foi vencida, sendo aprovada a linha da direção majoritária da Fenajufe de priorizar a pauta geral da Campanha Salarial dos servidores públicos federais (SPF), com proposição de indicativo de greve para primeira quinzena de abril.

Os delegados do Sisejufe que defenderam a proposta de trabalhar com o PL 6.613/2009 argumentaram  aos presentes que a ideia era a de buscar um instrumento negocial que estivesse pronto para ser utilizado, em um ano atípico que, em função da Copa do Mundo e das eleições nacionais,  jogasse com prazos curtos para movimentação e negociação de propostas, visto que a partir de junho as atenções estariam (e estarão) voltadas para um evento que ocupará as atenções da sociedade, nos meses de junho e julho. Foi alertado que a negociação das perdas a partir de uma construção nova abriria espaço para que qualquer tipo de modelo de reposição seja apresentado, incluindo os que são maléficos  a categoria e que já foram rechaçados anteriormente, como o subsídio, por exemplo.

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O diretor-presidente do Sisejufe, e delegado no encontro, Valter Nogueira Alves ao defender a proposta do Rio de Janeiro, questionou a ausência de um debate real com a categoria sobre as propostas.  Se referindo a ideia de uma negociação do PL 6.613, ainda que parcelada, respondeu às criticas dizendo que “alguns dirigentes não estão em sintonia  com a sua base. Perguntem aos servidores se eles não aceitariam 56% parcelado no seu salário? É preciso ouvir a base”, afirmou o dirigente sindical.

Diretor-administrativo do Sisejufe e delegado, Edson Mouta , servidor  do TRF2, também defendeu a  proposta do Rio e lembrou que, além da pauta geral dos SPF, construir uma proposta nova  de reposição salarial para o STF encaminhar, é um desafio a mais dentro de um cenário político entrecortado de eventos que diminuem sensivelmente o tempo negocial, como é o caso da junção da Copa do Mundo com as eleições nacionais. Para Edson é preciso construir uma proposta que, de fato, unifique a categoria e a leve para um forte processo de mobilização e greve. “Não basta somente unificar com os outros servidores federais, é preciso mobilizar e unificar os nossos companheiros para ir à luta”, afirmou Edson.

Delegados do Luta Fenajufe votam contra a proposta do Rio
A delegação da oposição Luta Sisejufe votou contra a proposta aprovada na assembleia do Rio de Janeiro, que elegeu os delegados para a ampliada salarial, defendo a ideia de trabalhar a construção unificada dos SPF como prioridade, ficando a forma da luta específica a ser definida posteriormente. A servidora Elysangela Benincá, do TRF2, fez uma intervenção defendendo contra a proposta de utilizar o PL 6.613 como instrumento de reposição de perdas inflacionárias, seguindo a linha do Luta Fenajufe de apostar na unidade dos servidores públicos federais como formato para arrancar a reposição salarial. Elysangela argumentou que a luta dos SPF arrancou o 15,8%  e que somente a luta unificada dos com eles pode arrancar a reposição salarial necessária para a categoria. A servidora desqualificou a decisão discutida com os presentes na assembleia de base do Sisejufe e que vinha de um processo de discussão com os servidores do Judiciário do Rio de Janeiro.

Unidade dos SPF ainda precisa ser construída
Apesar da deliberação da Fenajufe de priorizar a campanha conjunta com os SPF, a construção dessa unidade precisa ser edificada de fato. Exemplo disso é a deliberação da Fasubra (Federação dos  Trabalhadores das Universidades Brasileiras) que congrega cerca de 150 mil trabalhadores na sua base, ter decidido, em Plenária, que ocorreu nos dias 8 e 9 de fevereiro, por greve da categoria, e não unificada, para 17 de março. Os trabalhadores das universidades federais, que tinham indicativo de greve para fevereiro, acabaram aprovando greve para março numa tentativa de unificar com os servidores federais, e numa avaliação que o tempo negocial está curto.

A aprovação de pauta especifica como eixo, demonstra que há um certo temor  na construção real da unidade com os demais SPF. Vale lembrar que a proposta de indicativo de greve para início de março, que foi apontada pela assembleia do Sisejufe, sequer foi avaliada pela federação, que deliberou a aprovação em bloco do calendário unificado com os federais, o que incluiu o indicativo de greve para primeira quinzena de abril.

Da Redação