SINDICATO DOS SERVIDORES DAS JUSTIÇAS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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Sisejufe presente no Dia Nacional de Luta com as Centrais Sindicais

Trabalhadores de todo o país se manifestam em defesa da democracia e de direitos

Superlotando a avenida Rio Branco, no Centro do Rio, trabalhadores e estudantes, se dirigiam em passeata, após concentração na Praça da Candelária, com palavras de ordem por melhorias na saúde, na educação, no transporte público, na segurança, na moradia, pelo fim da corrupção, pelo fim do leilão do petróleo entre outros.

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Os Servidores do Judiciário Federal uniram-se aos demais segmentos da classe trabalhadora na tarde do dia 11 de julho, no Dia Nacional de Luta. O Ato Unificado contou com a participação de milhares de manifestantes de diversos segmentos da sociedade inclusive os aposentados do Sisejufe.

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O Sisejufe realizou em frente à Justiça Federal na Avenida Rio Branco um Ato para mobilizar a categoria informando das demandas discutidas pela Fenajufe nas últimas semanas e, também, para conclamar os servidores para participar da atividade nacional convocada pelas centrais sindicais CUT, CSP-Conlutas, UGT, Força Sindical, CGTB, CTB, CSB e NCST, além dos movimentos sociais e estudantis, Dieese, Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais, sindicatos, federações, universidades e outros setores articulados no âmbito do que se pode considerar um espaço de unidade de ação.

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Roberto Ponciano, coordenador de Imprensa do Sisejufe, iniciou o Ato relatando a pauta emergencial da categoria e a específica dos servidores públicos federais e afirmando que existe uma grande dificuldade de mobilizar a categoria e isso é muito ruim para o movimento. É necessária a continuidade do trabalho das mesas de negociação para que de fato ocorram efetivas conquistas para o funcionalismo público, inclusive a antecipação das duas últimas parcelas da GAJ e Gampu (15,8%); regulamentação da Lei 12.744/12; o direito de greve no serviço público; a garantia da data-base e a regulamentação da Convenção 151 da OIT (Negociação Coletiva) como bandeiras emergenciais, sem esquecer as demais, específicas da categoria, como a discussão sobre Carreira.

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Para Ponciano, mais de 20 mil trabalhadores mostraram, através de bandeiras, símbolos, cartazes como deve ser a pauta que será apresentada ao governo. Ele relata que foi muito gratificante ver os movimentos populares unidos em busca de um único objetivo, o da vitória. Porém, afirma o dirigente do Sisejufe que, infelizmente, havia uma “milícia fascista organizada com mais de 100 pessoas, todas de preto encapuzadas, com bombas, pedras e artefatos para gerar o conflito com a Polícia Militar que, consequentemente, dispersaria os manifestantes”.

Além Roberto Ponciano, na delegação do Sisejufe tinham aposentados, dois coordenadores com deficiência visual, além de uma multidão que, segundo o sindicalista, “estavam ali para demonstrar sua insatisfação com o governo e não para sentirem-se inseguros com essas pessoas que foram até o local para tumultuar”. Devido aos acontecimentos desagradáveis – um grupo de mascarados (que não fazia parte do movimento de trabalhadores) foi identificado com bombas e coquetéis “molotov” e foi posto pra fora da manifestação, causando tumulto e tendo a polícia, por conta disso, lançado, generalizadamente, bombas de efeito moral, gases lacrimogêneo e de pimenta indiscriminadamente sobre os manifestantes – o Ato foi dissolvido pelos manifestantes.

Já o presidente do Sisejufe, Valter Nogueira, “há necessidade de mobilizar a categoria com as demais do funcionalismo porque sozinhos não conseguiremos avançar nas conquistas, além disso, nem data-base temos”, afirmando que “existe a falta de cumprimento dos acordos firmados com o governo, inclusive a implementação do Direito de Greve”.

Valter afirma, também que “a categoria espera que o governo e o Congresso Nacional mostrem medidas para  aprovar e por em prática as reivindicações que constam na pauta dos trabalhadores, pois a luta é por um Brasil melhor, com desenvolvimento, valorização do trabalho,  justiça social”, entre tantos outros itens exemplificados abaixo na pauta específica da Fenajufe e emergencial dos SPF.

PAUTA ESPECÍFICA DA FENAJUFE/SISEJUFE

– A luta pela Democratização da Mídia e por uma Reforma Política que passe por um Plebiscito Popular, através de um Congresso Constituinte.

– Os servidores do Judiciário Federal buscam a antecipação das duas últimas parcelas da GAJ e Gampu (15,8%); regulamentação da Lei 12.744/12; o direito de greve no serviço público; a garantia da data-base e a regulamentação da Convenção 151 da OIT (Negociação Coletiva) como bandeiras emergenciais, sem esquecer as demais, específicas da categoria, como a discussão sobre Carreira.

– Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;

– Mais investimentos na saúde e educação pública;

– Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;

– Redução da jornada de trabalho;

– Fim dos leilões das reservas de petróleo;

– Contra o PL 4330, da terceirização;

– Reforma Agrária.

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PAUTA UNIFICADA DOS SPF

– Pela aprovação da PEC 555/2006 (extingue a contribuição previdenciária  de servidores aposentados(as);

– contra o PL 4330, da “terceirização”;

– que as reduções de tarifa do transporte não sejam acompanhadas de qualquer corte dos gastos sociais;

– 10% do orçamento da União para a saúde pública;

– 10% do PIB para a educação pública, “verbas públicas só para o setor público”;

– Fim do Fator Previdenciário;

– Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas sem redução de salários;

– Reforma Agrária;

– Suspensão dos Leilões de Petróleo.